Árvore Sagradas

Como Cultivar a Sua Árvore Sagrada

Termos Técnicos
Propriedades Úteis da Árvores
Dormência da Semente
Árvore – Como Plantar
Época Correta de Poda

 Imagem_0081 – Termos Técnicos

A Jurema é uma planta da família das leguminosas, comum no Nordeste brasileiro, com propriedades psicoativas.

 A família das leguminosas possui importantes espécies cultivadas para alimentação inclusive do nordestino (Mangalô, Andu, Algaroba além de Feijões de diversas espécies incluindo a Soja – a subfamília Faboidea ou Fabaceae) e exerce importante função ecológica por abrigar espécies de bactérias nitrificantes ou seja que fixam nitrogênio, essencial para a vida, no solo.

O termo Jurema designa várias espécies de Leguminosas dos gêneros Mimosa, Acácia e Pithecelobium. No gênero Mimosa, cita-se:

A Mimosa hostilis Benth.,
A Mimosa Verrucosa Benth
E a Mimosa Tenuiflora.

 No gênero Acácia identifica-se a Acacia piauhyensis Benth, ou Acácia Jurema, além disso várias espécies do gênero Pithecellobium também são designadas por esse mesmo nome.

A classificação popular distingue a Jurema branca e Jurema Preta.
Para Sangirardi Jr.(o.c.)
A Jurema preta é a Mimosa hostilis
Ou Mimosa Nigra, a Jurema branca o Pithecellobium diversifolium Benth
E a Mimosa Verucosa corresponde a Jurema – de – Oeiras.
Ainda segundo esse autor o termo Jurema, Jerema ou Gerema vem do Tupi yú-r-ema – espinheiro. Entre espécies conhecidas como Jurema inclui-se ainda:

Jurema-embira (Mimosa ophthalmocentra);
Jurema-angico (Acacia cebil).

Além da Jurema a família das Leguminosas também abriga entre quatro e cinco espécies com compostos psicoativos em sua composição bioquímica, a saber:

 Erythrina crista-galli, o Mulungu ou Corticeira conhecido sedativo;
Mimosa pudica com propriedades anti- reumáticas, sedativas, laxantes;
Piptadenia peregrina (da qual se faz o rapé Paricá com propriedades psicoativas utilizado por índios da Amazônia em rituais).
(Sangirardi Jr.1983 (o.c.)) Algumas variedades de Acácia australianas tipo a Acácia maidenii também possuem propriedades semelhantes à Jurema.
Já foi identificado nas cascas e raízes frescas da Jurema (Mimosa hostilis):

 Um alcalóide denominado por Nigerina em 1949 (Lima, Gonçalves O, apud Sangirard Jr.,o.c.) identificado posteriormente como um alcalóide indólico a N,N-dimetiltriptamina – DMT uma potente substância alucinógena ou psicodisléptica responsável pelo seu efeito.

 No grupo de vegetais que possuem DMT – o núcleo indol e derivados da triptamina, como a Jurema (Mimosa) a Psychotria nas rubiáceas, é logicamente possível a combinação com derivados do harmano / harmina tal como foi identificada na Ayahuasca da América do Sul combinando-se a Chacrona (Psychotria viridis) com o Mariri (Banisteria caapi).

 Identifica-se também a Harmina no Maracujá (Passiflora), Syrian rue (Peganum harmala) usados tradicionalmente de modo independente.

Há quem afirme que alguma variedade de maracujá já foi utilizada em combinação com a jurema e mais recentemente combinou-se em rituais do Xucuru-kiriri jurema (Mimosa hostilis) com Peganum harmala.

O Maracujá, Passiflora incarnata, P. alata P. edulis e outras variedades, há milênios é utilizado na América. Popularmente reconhecido com auxiliar para minimizar os efeitos provocados pelos processos de depressão, desequilíbrio do sistema nervoso, insônia, inquietação, fadiga, e espasmos musculares.

 Extratos do P. edulis e Incarnata já foram experimentos com efeitos positivos no prolongamento do efeito do sono com pentobarbital, ação analgésica e bloqueadora de estimulação por adrenalina

 No uso da jurema no nordeste do Brasil há referências de uso a diversas combinações (misturas) e modos de uso e preparação.

 Entrecascas e raízes da Jurema (Mimosa) extraídas com álcool, com água (por decocção ou maceração) com e sem fermentação.

Registra-se também na literatura a combinação com o Manacá (Brunfelsia uniflora Don)– Essa combinação parece ser a mais perigosa, tudo indica que foi utilizada na Manifestação Sebastianista (Pe) que resultou em psicose coletiva (Sangirardi Jr, o.c.).

O elemento ativo do Manacá é de natureza psicoativa, anestésica, analgésica e possivelmente simpáticolítica – atropínico ou anticolinérgico.

 Combinada com Peganum harmala (Sirian rue) – Xucuru xocó (Pe) tem efeito semelhante a combinação com maracujá, pois ambas as plantas, como vimos possuem substancias semelhantes.

A combinação com maracujá silvestre ou maracujá do mato, pode ser o “segredo perdido” contudo a família do maracujá (Passifloraceae) possui 16 gêneros, com cerca de 600 espécies espalhadas por todo o mundo.

 O vinho de jurema dos catimbó também possuem receitas secretas algumas com álcool (vinho branco cachaça), mel, Alecrim e Alho (Grünewald o.c.)

 Entre as formas de consumo na medicina indígena está a utilização simultânea com fumo (Nicotina tabacum, realizada por todas as tribos no Nordeste; com Cannabis sativa, (Swelinho Seda) possivelmente realizada por Fulniôs – Pe ; com Poncho de Maracujá (Atikun – Pe) (Ott, Jonathan, 1997/98 o.c.) e com Cachaça em algumas tribos no Nordeste (Sangirardi Jr o.c.) .

Este texto é um excerto do artigo Jurema (árvore) da enciclopédia livre Wikipédia. Na Wikipédia, está disponível uma lista dos autores.02

 2 – PROPRIEDADES UTEIS DA ÁRVORES

Raiz:

Uma vez que a maioria das raízes são subterrâneas e portanto não facilmente visíveis, nossa tendência é ignorá-las e desmerecê-las.

A primeira raiz do vegetal vem do embrião, chamada de raiz primaria, ou raiz principal.

Ela pode ser pivotante (cresce principalmente para baixo) ou tabular (cresce principalmente lateralmente).

A raiz possui órgãos especializados para sustentação, absorção, armazenamento e condução da seiva, e é responsável pela retirada de água e nutrientes do solo.

A água e nutrientes absorvidos compõem a seiva bruta. Essa seiva bruta é transportada, da raiz para as folhas pelo xilema (conjunto de vasos encontrados no caule da planta).

Caule:

Uma curiosidade é que as plantas primitivas só tinham caule ! Estes são tidos como precursores das folhas e assim ancestrais do próprio sistema caulinar.

O caule promove interligação entre raiz e folha, levando a seiva bruta da raiz para as folhas, através de um conjunto de vasos condutores, chamado de xilema, e levando a seiva elaborada das folhas até o restante da planta, por um conjunto de vasos condutores, chamado de flolema.

Durante a descida, o floema fornece alimento aos demais órgãos.

Os troncos das árvores variam em tamanho, forma, textura e cor.

É do tronco de algumas árvores que é extraída a madeira que usamos em nossas casas, em móveis, ferramentas, pisos e até mesmo lápis. É também do tronco de algumas árvores que é extraída a matéria prima para fazer o papel – a celulose.

Comece a pensar quantas árvores são derrubadas para satisfazer nossas necessidades do dia-a-dia, só relacionadas ao caule!

Folha:

Nas folhas, ocorre a fotossíntese, que é um processo de produção de glicose e oxigênio. Este processo tem como um de seus componentes a luz do sol. A luz é formada por feixes de diferentes comprimentos onda. Cada comprimento é de uma cor. Essas são as cores primárias. Os comprimentos de onda que são absorvidos pelas folhas variam de acordo com as espécies. Em geral o comprimento de onda de cor verde não é absorvido pelas folhas, sendo assim refletido, dando a coloração verde às folhas.

A glicose produzida compõe a seiva elaborada conhecida como alimento da planta. A seiva elaborada é transportada, das folhas para toda a planta, pelo floema, como vimos a cima.

Também ocorre a transpiração e a perda de água para o meio ambiente na forma de vapor. É possível observar névoas em grandes florestas ao amanhecer. Esta névoa nada mais é que a evaporação da umidade da floresta. Uma parte desta umidade é produzida através desta transpiração que ocorre em cada folha.

Flor:

 A flor é uma folha modificada do vegetal, de crescimento limitado, contendo as estruturas reprodutivas da planta Giniceu (parte feminina), Androceu (parte masculina).

A pétala funciona como atrativo.Cada espécie evoluiu suas flores em tamanho, forma e cor, para se adaptar aos seus determinados polinizadores.

 Essa evolução garante a perpetuação da espécie, e a biodiversidade através dos polinizadores.

 Biodiversidade, é a diversidade da vida (bio). Com a flor, as Angiospermas adquiriram a capacidade de se reproduzirem a partir do cruzamento entre dois indivíduos.

 A grande maioria da flores das Angiospermas é hermafrodita, facilitando a autofecundação. Mas a autofecundação apresenta desvantagem para as espécies, impedindo a variabilidade de caracteres. Para impedir a autofecundação, as flores possuem adaptações que impedem o processo, e facilitam a fecundação cruzada (entre flores de indivíduos diferentes), tais como:

  • Hercogamia = alturas diferentes da antera (androceu) e o estigma (giniceu).

  • Protandria = o androceu amadurece antes do gineceu.

  • Protaginia = giniceu amadurece antes do androceu.

Cesta de frutasFruto:

Ocorrendo a fecundação, o óvulo origina a semente, e o ovário, o fruto. O fruto protege as sementes e prepara o solo, facilitando a germinação, os frutos podem ser verdadeiros (quando se formarem a partir do ovário, como o abacate); ou falsos (quando se formam de outras partes da planta como o caju, maçã, figo, abacaxi e framboesa).

Sementes:

A semente é uma estrutura de propagação da planta; é a unidade reprodutiva que dá início a uma nova geração da espécie. Esta estrutura contém o embrião e protege-o contra a dessecação, danos mecânicos e ataques de organismos diversos.

 partes-da-semente

3 – Dormência da Semente

 O desenvolvimento da semente é o resultado normal do processo de polinização. Entretanto, isto nem sempre ocorre, pois após a fertilização, o embrião inicia seu crescimento, porém, às vezes, não consegue completar seu desenvolvimento. Isto pode estar relacionado com as condições fisiológicas que envolvem o endosperma. Em geral, o desenvolvimento do fruto e da semente ocorrem simultaneamente e de forma sincronizada. Alguns frutos podem desenvolver sementes sem que a polinização e a fertilização tenham ocorrido, processo conhecido como partenocarpia. Existem também, frutos partenocárpicos que possuem óvulos maduros não fecundados, isto é, sem embrião. O crescimento do fruto envolve a divisão celular, elongação e diferenciação, e requer água, carboidratos, compostos nitrogenados, sais minerais e substâncias de crescimento. A escassez de um ou mais desses elementos diminui a taxa de crescimento. A germinação, que ocorre quando as sementes estão maduras e se as condições ambientais forem adequadas, é o processo de reativação do crescimento do embrião, culminando com o rompimento do tegumento da semente e o aparecimento de uma nova planta. As condições básicas requeridas para a germinação das sementes são a água, o oxigênio, a temperatura ( 20°C a 30ºC) e, para algumas espécies, a luz.

O impedimento estabelecido pela dormência se constitui numa estratégia benéfica, pela distribuição da germinação ao longo do tempo, aumentando a probabilidade de sobrevivência da espécie, através de três formas:

a) As sementes são dispersas da planta matriz, em diferentes estágios de dormência, fenômeno conhecido como polimorfismo ou heteromorfismo. Estas variações são caracterizadas morfologicamente através da cor, do tamanho, da espessura do tegumento das sementes, produzidas pelo ambiente, e por causas genéticas. Nas sementes polimórficas, a germinação é distribuida no tempo, representada pela emergência das plântulas em intervalos irregulares, aumentando a probabilidade de alguns indivíduos sobreviverem;

b) A dormência também pode proporcionar a distribuição da germinação ao longo do tempo, através da dependência de sua superação por fatores ambientais, os quais se distribuem no tempo, podendo-se citar, como exemplo, aquelas espécies cujas sementes amadurecem durante o inverno e que produzirão plântulas somente na primavera, pois o inverno as exterminaria;

c) As sementes de muitas espécies entram em estado de dormência chamada de embrionária, quando em presença de condições desfavoráveis para germinação, tais como altas ou baixas temperaturas. Contudo, com o passar do tempo estas sementes vão superando-a vagarosamente. Em muitos casos, a dormência embrionária é superada pela luz vermelha do espectro, uma vez, que nas condições naturais da floresta, a incidência de luz que atinge o solo, é pobre em componentes do espectro vermelho, além de que muitas vezes, a semente fica localizada sob a cobertura morta do solo onde a luz não penetra. SONY DSC

CATEGORIAS DE DORMÊNCIA

  • Dormência tegumentar ou exógena

  • As sementes viáveis de algumas espécies não germinam, mesmo sob condições favoráveis. Porém, em muitos casos, o embrião destas quando isolado, germina normalmente. Neste caso, a semente é dormente porque os tecidos que a envolvem exercem um impedimento que não pode ser superado, sendo conhecido como dormência imposta pelo tegumento. Esta é a mais comum das categorias de dormência, e está relacionada com a impermeabilidade do tegumento ou do pericarpo à água e ao oxigênio, com a presença de inibidores químicos no tegumento ou no pericarpo, tais como a cumarina ou o ácido parasórbico, ou com a resistência mecânica do tegumento ou do pericarpo ao crescimento do embrião.

  • Os fungos e as bactérias presentes no solo, nas condições da floresta, podem minimizar este tipo de dormência ao degradarem o tegumento das sementes. Como exemplo, podem-se citar as sementes de espécies leguminosas, como Mimosa scabrella (bracatinga), Mimosa regnellii (juquiri) e Mimosa bimucronata (maricá).

  • Dormência embrionária ou endógena

  • Quando a remoção do tegumento de uma semente viável não permite que esta germine, caracteriza-se a dormência embrionária, que é devida a causas que envolvem o embrião. Esta categoria de dormência é mais comum nas espécies florestais, especialmente nas da familia das Rosaseae, podendo ser devida à ocorrência de embrião imaturo, ou presença de mecanismo de inibição fisiológica que o impedem de desenvolver-se. Como exemplo, citamse as sementes de Rapanea ferruginea (capororoca) e Ilex paraguariensis (erva-mate).

  • As duas categorias de dormência podem ocorrer simultaneamente ou sucessivamente nas sementes de uma mesma espécie. As sementes são ditas com dormência quando são dispersadas da planta matriz em estado dormente, ou seja, a dormência é iniciada durante o desenvolvimento da semente. Contudo, a dormência pode ser induzida quando as sementes já se encontram maduras, e isto ocorre quando são colocadas para germinar sob condições desfavoráveis de aeração, temperatura ou luminosidade. As sementes de várias espécies desenvolvem mecanismos complexos, nos quais partes do eixo embrionário diferem na intensidade da dormência. Nestes casos, chamados de dormência epicotelial, a radícula se desenvolve e o epicótilo não. Em algumas outras espécies, a radícula apresenta alguma dormência, porém em menor intensidade que a do epicótilo, o que representa o caso de dormência dupla.

CAUSAS DA DORMÊNCIA

(Saiba como Plantar uma Semente de Jurema/Jatobá etc)

  • Dormência tegumentar ou exógena

  • A germinação das sementes é bloqueada pelos seguintes fatores:

a) Interferência na absorção de água: as sementes das famílias das Leguminosae, Cannaceae, Convolvulaceae, Malvaceae e Chenopodiaceae apresentam na testa camadas de um tecido chamado de osteosclereides, que impede a entrada de água e atrasa a germinação por vários anos;

b) Impedimento mecânico: vários tecidos ao redor do embrião são extremamente resistentes, e se o embrião não consegue penetrá-los não germinará. Entretanto, em alguns casos, o embrião produz a enzima mananase que enfraquece o tecido resistente, superando a dormência;

c) Interferência nas trocas gasosas: os tecidos impermeáveis que circundam o embrião limitam sua capacidade de trocas gasosas, impedindo a entrada do oxigênio, limitante à germinação, mantendo-a dormente

d) Presença de inibidores: foram encontrados, nas sementes de muitas espécies, inibidores químicos de diferentes classes, localizados no tegumento e no embrião, que são retidos pela semente embebida, ao invés de se dispersarem no meio, bloqueando a germinação. Em alguns casos, contudo, o tegumento parece ter efeito inibidor químico mais intenso do que mecânico, necessitandose da lavagem das sementes para sua remoção e superação da dormência.

  • Dormência secundária ou embrionária

  • Existem dois fatores envolvidos na dormência secundária: os cotilédones e as substâncias inibidoras da germinação. A constatação disto foi feita através da amputação dos cotilédones do embrião dormente, o que permitiu que o mesmo se desenvolvesse, confirmando que os cotilédones aparentemente exercem algum efeito inibidor da germinação sobre o eixo embrionário.

  • Provavelmente, o contacto dos cotilédones com o substrato úmido proporciona a distribuição do inibidor químico para o meio, inibindo toda a semente e mantendo-a dormente. (Bewley & Black -1994).

MÉTODOS PARA A SUPERAÇÃO DA DORMÊNCIA

  • Dormência tegumentar ou exógena

  • a) Escarificação ácida As sementes são imersas em ácido sulfúrico, por um determinado tempo, que varia em função da espécie, à temperatura entre 19ºC e 25ºC, sendo então lavadas em água corrente e colocadas para germinar.

b) Imersão em Água

Imersão em água quente: a imersão em água quente constitui-se num eficiente meio para superação da dormência tegumentar das sementes de algumas espécies florestais. A água é aquecida até uma temperatura inicial, variável entre espécies, onde as sementes são imersas e permanecem por um período de tempo também variável, de acordo com cada espécie;

Imersão em água fria: sementes de algumas espécies apresentam dificuldades para germinar, sem contudo estarem dormentes. A simples imersão das sementes em água, à temperatura ambiente (25ºC) por 24 horas, elimina o problema, que normalmente é decorrente de longos períodos de armazenamento, e que causa a secagem excessiva das sementes, impedindo-as de absorver água e iniciar o processo germinativo.

  1. Escarificação mecânica

  2. Este método tem se mostrado bastante eficaz para a superação da dormência de algumas espécies florestais, em especial as leguminosas. O procedimento consiste, basicamente, em submeter as sementes a abrasão, através de cilindros rotativos, forrados internamente com lixa o que irá desgastar seu tegumento, proporcionando condições para que absorva água e inicie o processo germinativo;

Para que se obtenham resultados positivos na utlização do processo, são necessárias algumas precauções, como o tempo de exposição das sementes à escarificação e a pureza do lote, pois sementes com impurezas comprometem a eficiência do tratamento.

Dormência embrionária ou endógena

a) Estratificação a frio As sementes de algumas espécies florestais apresentam embrião imaturo, que não germina em condições ambientais favoráveis, necessitando de estratificação para completar seu desenvolvimento. Para a estratificação, o meio em que as sementes serão colocadas deve apresentar boa retenção de umidade e ser isento de fungos. Normalmente utiliza-se areia bem lavada que apresente grãos em torno de 2,0 mm de diâmetro (média) para facilitar a posterior separação das sementes por peneiragem. O recipiente em que será colocado o meio, deve permitir boa drenagem evitando-se a acumulação de água no fundo o que causa o apodrecimento das sementes.

A temperatura requerida para a estratificação a frio está entre 2oC e 4oC, que pode ser obtida em uma geladeira ou câmara fria. As sementes são colocadas entre duas camadas de areia com 5 cm de espessura. O período de estratificação varia de 15 dias para algumas espécies, até 6 meses para outras. Uma vez encerrado o período de estratificação, as sementes devem ser semeadas imediatamente, pois se forem secas poderão ser induzidas à dormência secundária.

b) Estratificação quente e fria

A maturação dos frutos de algumas espécies ocorre no final do verão e início do outono, com temperaturas ambientais mais baixas. A estratificação quente e fria visa reproduzir as condições ambientais ocorridas por ocasião da maturação dos frutos.

O procedimento é exatamente o mesmo descrito para a estratificação a frio, alterando-se temperaturas altas (25ºC por 16 horas e 15ºC por 8 horas) por um período, e temperaturas baixas (2ºC a 4ºC) por outro período.

Dormência combinada

Algumas espécies apresentam sementes com dormência tegumentar e embrionária. Nestes casos, submete-se a semente inicialmente ao tratamento de superação da dormência tegumentar, e a seguir, para superar a dormência embrionária. Em alguns casos, apenas a estratificação a frio é suficiente para superação de ambas.

sementes 2

4 – Árvore – Como Plantar

Antes de plantar sua muda, é necessário saber qual o melhor local para ela.

Algumas espécies, em seu habitat natural, não aceitam sol, enquanto outras, não aceitam sombra. Algumas tem preferências por locais úmidos, enquanto outras por locais áridos.

Para você saber a preferência de cada espécie, vá até a nossa lista de espécies e aprenda tudo sobre a árvore que deseja plantar.

 O sucesso do plantio está muito mais ligado às condições de Luz, Umidade e Solo, do que à técnica aplicada no momento do plantio.

Porém, alguma regras devem ser respeitadas na hora de plantar.

Espaçamento

Deve-se fazer as covas com um espaçamento de no mínimo, 3m entre elas. Isso é para respeitar o crescimento das copas.

Tamanho da cova

Varia de acordo com o tamanho da muda. Para mudas acima de 1,80m:

60cm de profundidade

Caso o solo estiver fofo, 60cm largura.

Caso o solo estiver muito compacto, faça uma cova cônica de 1m na superfície, 50cm no fundo.

Adubação

A adubação pode variar com a espécie. O importante a observar é que a adubação no momento do plantio, serve para que a muda enraíze mais facilmente no novo local.

100g de NPK (04-14-08 ou 10-10-10)

300g de calcário

300g de super Fosfato Simples ou Kg de Fosfato de Araxá

20 litros de esterco de gado, curtido, ou de composto orgânico; ou 7 litros de esterco de galinha ou de húmus de minhoca.

Preparo da cova

Pulverizar 1/3 (100g) de calcário nas laterais e fundo da cova.

Misturar o restante do calcário e os adubos à terra da própria cova ou, se preferir, substituí-la por terra vegetal.

Plantio

Retirar a embalagem da muda com cuidado para não desmanchar o torrão

Cobrir o fundo da cova com terra misturada até que o torrão fique nivelado com o chão.

Colocar a muda dentro da cova, bem na vertical, observando a altura do torrão com relação ao solo.

Colocar uma estaca de madeira de 2,50m de altura rente à muda. Afundar até o fundo da cova.

Completar a cova com terra misturada e pisar a terra em volta da muda para firmá-la no chão, de forma a não cobrir o caule com terra.

Fazer uma vala em torno da muda, com o mesmo tamanho da cova, para captar água

Regar abundantemente mas sem encharcar.

Amarração

 Amarrar a muda à estaca com: borracha, sisal ou outro material que não fira o caule da muda (Nunca utilize arame !).

A amarração pode ser feita em forma de oito deitado, como mostra a figura ao lado.

Cuidados posteriores

Se a muda for plantada em local sujeito a depredação, colocar grade de proteção

Caso não chova, faça irrigação de 4 em 4 dias com aproximadamente 20 litros de água

 passo_poda

5 – Época correta de Poda

Época de poda.

Em geral a poda deve ser feita após a floração

Tipos de Poda

  • Poda de Formação:

  • Corta-se os ramos baixos, não deixando que se forme galhos antes da planta atingir 2m de altura. Essa técnica tem dois motivos. O primeiro é que na natureza a árvore, por competição com outras espécies, alcança o sol apenas em determinada altura (geralmente acima de 2m), fazendo com que a formação de galhos só ocorra após esta altura.

  • O segundo motivo, destina-se à árvores plantadas em passeio público. A altura mínima para o galhamento das árvores na arborização urbana, é de 1,80m, para não impedir a livre passagem de pedestres.

  • Poda de Emergência

  • Para o caso de estar atrapalhando a Rede Elétrica, casas ou calçadas. Neste caso, aconselhamos que antes de pensar na poda, pense em espécies adequadas para o local. Este site tem como uma de suas finalidades este conhecimento, para que não ocorram mais estes erros, que em suma, representam um desrespeito à Mãe Natureza.

COMOAS~1

Tratamento pós-poda

Se os cortes forem efetuados dentro da técnica recomendada, basta que a árvore esteja saudável para que eles cicatrizem naturalmente.

Os galhos finos apresentam uma cicatrização mais rápida se a superfície de corte ficar lisa. Para galhos mais grossos, pode-se fazer o tratamento no local do corte, com substâncias que visam impedir a ação de agentes nocivos. As substâncias mais utilizadas são: calda bordalesa, parafina, mastique e cera de enxerto. Nunca use substâncias corrosivas como piche, tintas, graxas ou alcatrão, pois destroem o tecido celular da árvore.

Fonte:http://www.arvoresbrasil.com.br/

Juremeiro Neto

Anúncios