Horas Sagradas

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 Na Jurema Sagrada de Caboclo e ou Jurema Sagrada do Reino de Tupã que é a primeira Jurema que nasceu dentro das Aldeias indígenas, no período Pré Colonial, a partir de 1532 à 1536 com agregantes das culturas dos colonizadores e suas necessidades de comida e remédio, teve somente uma opção que era recorrer aos índios e na figura paternal do Pajé.

Na Jurema Sagrada não existe feriados respeitamos os feriados católicos e que foi agregado alguns valores em seu nascimento, ou seja quando nasceu a Jurema Sagrada – Catimbo

Para os índios existem fases da Lua abaixo vamos ver.

E horas Sagradas:

 04:00 horas da manha até as 09:00:

 Encantados na Natureza muitos evoluídos principalmente de índios e depois de Mestre (as) antigos que quase não passa mais a terra.

Como exemplo Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde, Mestre Carlos, Mestre Antônio Olímpio, etc…

 04:00 horas da manhã as 12:00 horas:

 Encantados na Natureza em evolução que ainda passa à terra porem a ligação com os índios são muito fortes.

 Como Exemplo podemos sitar Caboclos que foram catetizados

 12:00 às 18:00 horas:

 Encantados na Natureza que trabalhar tanto na direita como na esquerda.

 Como Exemplo Caboclo Arranca Toco, Caboclo Vira Mundo, Caboclo Ventania, Caboclo da Pedra Preta e Mestres(as) Esquerdeiros.

 18:00 às 24:00 Horas

 Encantados na Natureza que trabalha somente na esquerda

 24:00 às 03:00 horas

 Encantados na Natureza Mestres Esquerdeiros e Bruxos os chamados tronqueiros.

Como Exemplo, Joana Pé de Chita, Zé Mulambo, Caboclo Arranca Toco, Caboclo Vira Mundo.

 DAS 3:00 ÀS 04:00 HORAS DA MANHÃ

 É A RENOVAÇÃO E A HORA MORTA ONDE A NATUREZA DORME O VENTO NÃO SOPRA E O SONO PROFUNDO DO MUNDO.

 Mestre Neto Juremeiro.

 JUREMACABOCLO

O Sagrado na Cultura Indígena

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fonte: http://www.pime.org.br/mundoemissao/indigenas_sagrado.htm

 A idéia de Deus perpassa todas as religiões indígenas. Muitos povos têm a noção de um Deus criador, mas um Deus que cria e, em seguida, se afasta, passando a intervir no mundo através de entidades espirituais ou heróis civilizadores, isto é, humanos com grandes poderes.

Para os Tupinambá, o Deus criador tinha o nome de Monã, que significa o ancião. Criou a terra e tudo o que ela contém, mas, devido à maldade dos homens, a destruiu-a pelo fogo.

Houve apenas um sobrevivente, Maíra-Monã, que intercedeu a Deus que a restaurasse. Uma grande chuva apagou aquele incêndio, surgindo aí uma nova terra.

Um conflito entre dois irmãos, descendentes de Maíra-Monã, desencadeou uma nova catástrofe, um dilúvio, que cobriu toda a terra, conseguindo se salvar apenas esses dois irmãos, com suas esposas, surgindo daí uma nova humanidade.

 Os Guarani chamam a Deus pelo nome de Nhanderu, o nosso primeiro pai.

Foi ele quem dispersou as trevas primordiais com a luz de sua sabedoria. Criou o mundo, colocando-o sobre duas traves cruzadas, que por sua vez são apoiadas sobre quatro palmeiras.

No dia em que essas palmeiras desabarem, será o fim do mundo material.

 Outras sociedades indígenas, talvez a grande maioria, não possuem a idéia de um Deus criador, como é o caso do povo Xavante. Seus mitos de origem começam com um mundo já criado, havendo demiurgos e entidades espirituais que vão atuar junto aos humanos.

Nas sociedades indígenas, a natureza é sempre vista com o olhar religioso.

Cada pedaço dessa terra é sagrado, Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia nas praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória de meu povo.

Somos parte dessa terra e ela faz parte de nós”. Entre os povos indígenas do Brasil há também esse respeito à terra, não só como chão sagrado, local de sobrevivência física, mas também como morada dos espíritos.

 Davi Kopenawa, do povo Yanomami, afirma que “dentro das serras moram os espíritos da natureza.

 E entre as serras têm os caminhos dos Xapori.

Ninguém vê, só pajé conhece essas ligações. As serras são lugares sagrados, lugares onde nasceram os primeiros Yanomami, onde suas cinzas foram enterradas”.

Por considerarem os rios igualmente morada dos espíritos, não apenas são contra a poluição química, como é o caso dos garimpos, como também evitam urinar em suas águas.

Várias são as entidades que protegem a mata e os animais, sendo elas chamadas de donos da mata, como é o Curupira.

 (O PRÍNCIPE DAS ÁGUAS CLARAS PAJÉ RIO VERDE E UM YANOMAMI E NO TAMBOR DE MINA E DA FÁMILIA CURUPIRA – MESTRE NETO JUREMEIRO)

 Para alguns povos, cada espécie tem uma entidade protetora e são elas que se tornarão as guardiãs da mata, punindo os que desrespeitam a natureza, como os caçadores que matam fêmeas com filhotes ou que caçam apenas por prazer de caçar.

Os indígenas são povos de religiões sem dogmas. O importante para eles não é um código escrito e imutável, mas as tradições orais, baseadas em mitos e nas tradições antigas, que vão orientar a conduta pessoal e comunitária.

 Os povos indígenas são tolerantes, agregantes, e não proselitistas e missionários. Esse traço vamos encontrar na religiosidade popular católica e, sobretudo, na Jurema Sagrada de Caboclo, que é a mais brasileira das religiões, justamente por seu caráter sincrético.

 Se o proselitismo das igrejas pentecostais as afasta das raízes indígenas da tolerância, há uma outra marca que as aproxima, que é a forma de ser uma igreja doméstica, quase familiar, onde o pastor como que reproduz a figura do pajé, através dos rituais carismáticos, centrados no milagre, na profecia, no exorcismo e na busca de salvação.

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O Pajé e o Xamanismo

O pajé, nome de origem tupi, é o mesmo que xamã, termo usado na antropologia. Ele é o intermediário entre os mundos material e espiritual. Exerce a função de sacerdote e de médico.

Além de ter o segredo das plantas, ele vai atuar nas causas das doenças, descobrindo as forças espirituais que as causaram.

 Durante muito tempo o xamã (ou pajé) foi visto como uma pessoa ligada a cultos primitivos, “arcaicos” e que seriam abandonados à medida que as pessoas tivessem acesso às culturas “superiores”. Tal situação não ocorreu, pois o xamanismo tem se desenvolvido muito nos países de alta tecnologia, já que as pessoas vão buscar nas religiões ligadas à natureza respostas aos problemas da vida moderna.

 No xamanismo indígena, o pajé não é uma função hereditária e nem é fruto de uma opção pessoal, embora entre alguns povos da Amazônia, como os Araweté, do Pará, todos são potencialmente pajés.

Para outros povos, a pessoa é escolhida por forças espirituais, manifestadas, sobretudo, pelos sonhos ou pela capacidade de prever o futuro.

Uma vez escolhida – e caso aceite, a pessoa passa por um período de preparação com outros pajés, para aprender rituais e o contato com os espíritos.

 Compete ao pajé curar as pessoas, predizer o futuro, expulsar espíritos maus, comunicar-se com eles através dos sonhos, do transe e dos cantos.

O transe na pajelança pode ser ajudado pela ingestão de bebidas alcoólicas ou de substâncias alucinógenas.

O tabaco, fumado em cachimbo,(Catimbó) é importante elemento do ritual, usado não apenas na cura, como também como purificador do ambiente.

 Com razão Gunter Kroemer, antropólogo e missionário na Amazônia, afirma que “os povos indígenas resgataram o aspecto coletivo da magia”, que nosso mundo racionalista havia perdido, vindo daí o grande interesse atual pelo xamanismo.

 Interferindo no mundo material, sobretudo na natureza, podemos dizer que o xamanismo possui também um papel social e ecológico, influenciando a comunidade na preservação da natureza.

O pajé geralmente é ajudado por pajés-auxiliares e também por mulheres-pajés. Em algumas comunidades elas têm importante papel – talvez nossas benzedeiras sejam remanescentes dessa figura.

Entre os tupis da época colonial, havia também o pajé andarilho, chamado karaíba, espécie de missionário ambulante, que circulava pelas várias aldeias, exortando as pessoas e fazendo curas.

As almas e a vida depois da morte

O mundo espiritual é muito presente entre os povos indígenas, pois é marcado pela busca de uma terra boa, um mundo onde não haverá sofrimento e nem morte.

Os povos tupis, em geral, e os Guarani, em particular, acreditam em três almas:

– a espiritual, responsável pelas boas inclinações; a animal, da qual derivam o temperamento e as más inclinações e a sombra.

Quando a pessoa morre, a alma espiritual inicia a caminhada para a Terra sem Mal, enquanto a alma material fica vagando perto da aldeia ou no cemitério, onde foi enterrada.

 Por isso, muitos deles evitam passar por esses lugares. O sonho é o momento em que a alma sai do corpo, indo para o Além, podendo entrar em contato com outras pessoas e outros lugares.

A doença é a saída temporária da alma, sendo que a morte é a saída definitiva. A busca do paraíso foi sempre muito forte entre os tupis, levando-os a constantes migrações, sobretudo em épocas de crise social.

 Alguns situam-no a Oeste, depois das altas montanhas (os Andes), o que levou um grande grupo Tupi a migrar para o altiplano peruano. Alguns sobreviventes dessa longa jornada chegaram à cidade de Quito, no Equador, no final do século 16. A maioria deles, porém, situou o paraíso a Leste, depois das grandes águas, isto é, para além do oceano. Por isso, os europeus, ao chegarem aqui, foram considerados pessoas divinas, procedentes daquele mundo, recebendo nomes religiosos, como Maíra (os franceses) e Karaíba (os portugueses).

 Muitos indígenas aceitavam, de bom grado, embarcar-se para a Europa, acreditando ir para aquela terra boa. Tal lugar era a terra de felicidades e fartura, onde não havia sofrimento ou doença e onde as velhas se tornavam moças. Para eles a vida presente era imperfeita e, de certa forma, má. Por isso, todo o esforço do ser humano devia ser feito para alcançar a outra terra. Os pajés seriam os únicos a conseguir chegar lá em vida. Segundo os tupinambás, para lá iam apenas as almas dos valentes e das mulheres que demonstrassem bravura na guerra ou que tivessem ajudado seus maridos nos rituais de morte.

Os medrosos, “que não lutaram para defender sua terra” e os efeminados não poderiam entrar. Seguramente essa idéia de paraíso esteja na raiz de muitos movimentos messiânicos nos Brasil, como o de Canudos, na Bahia, o do Contestado, em Santa Catarina e no movimento pouco conhecido, de Catulé, ocorrido no nordeste de Minas Gerais, na década de 1940.

Conclusão

Se esses ideais religiosos indígenas inspiraram muitos sonhos e utopias no passado, acreditamos que poderão ainda inspirar nosso mundo, na busca de uma sociedade mais justa e mais fraterna. 

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 Fases da Lua

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Fases_da_Lua

 As fases da lua como são denominados os quatro aspectos básicos que o satélite natural da Terra, a Lua, apresenta conforme o ângulo pelo qual é vista a face iluminada pelo Sol. Diferentemente de outros idiomas, na língua portuguesa, as fases intermediárias, como a lua crescente côncava, a lua crescente convexa, a lua minguante convexa e a lua minguante côncava não possuem a nomenclatura amplamente difundidas.

Quando a Lua se encontra em conjunção com o Sol, a face visível está totalmente às escuras e a face oculta está iluminada. É a Lua nova(Lua nº 1).

Uma vez que nesta fase a Lua nasce e se põe com o Sol, ela só é visível quando ocorre um eclipse solar.

Aproximadamente 7,5 dias depois a Lua encontra-se num ângulo de 90º em relação ao Sol. Nesta fase a porção iluminada equivale a metade da face visível, portanto um quarto da superfície lunar(Lua nº3). Vem daí o nome Quarto crescente. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite.

Quando a Lua se encontra em oposição ao Sol, em torno de 15 dias após a Lua nova, sua face visível fica totalmente iluminada, é a Lua cheia(Lua nº 5)

Nesta fase a Lua nasce quando o Sol se põe e seu ocaso ocorre ao nascer do Sol. É nessa fase também que acontecem os eclipses lunares. O momento em que a Lua cheia está mais próxima da Terra é denominado superlua.

Mais uma semana até que se forme um ângulo de 270º e a Lua estará em Quarto minguante(Lua nº 7). Nesta fase a Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.

O ciclo de lunação se completa em pouco mais de 29,5 dias e é, portanto, quase dois dias mais longo que a translação. Isto ocorre em função do movimento de translação da Terra. lua

 As fases da Lua em redor da Terra.

 

  • 1. Lua Nova;

  • 2. Lua Crescente Côncava;

  • 3. Lua Quarto Crescente;

  • 4. Lua Crescente Convexa;

  • 5. Lua Cheia;

  • 6. Lua Minguante Convexa

  • 7. Lua Quarto Minguante;

  • 8. Lua Minguante Côncava.

JUREMACABOCLO