Preto Zé Pelintra

Historia do Velho Preto Zé Pelintra.
E seus Discípulos consagrados ao Velho Preto Zé Pelintra.

A Jurema Sagrada é descendentes Ameríndio e após alguns seculos de seu nascimento com a chegada do africano passa a ser Afro-ameríndio.
Tudo se inicia na Pré-História quando o homem descobre a utilização do fogo e passa viver em comunidade nas cavernas surge o Politeísmo.
O Sacerdote leva o nome de Xamas ele cultua as Divindades da Natureza, que são os Deus da Água, dos ventos, dos raios, tempestades, do Mar etc.
Essas Divindades leva o nome de Orixás.
Quando os Xamas morrem para deixar o seu legado se encanta nos elementos destas Divindades no Reino Animal e ou Vegetal, levando o nome de Encantados.
Esses grupos de pessoas passarão viver em grandes números próximos aos grandes Rios e Mar, no entanto alguns se isolavam em grupos nos montes e matas levando os nomes de nativos, pois os grandes grupos que foi para os rios e mares teve uma evolução cultural.
A chegada destes nativos foi pelo estreito do Paraná.
O Primeiro contatos que esses nativos tiveram foi com a Esquadra com uma frota de 08 navios, sob o comando de Duarte Pacheco Pereira em 1498, atingiu o litoral brasileiro e chegou a explorá-lo, hoje são os  Estados do Pará e Maranhão.
Este foi o primeiro contato no Continente Sul-Americano.
Na Historia da Pré- Colonização no Norte e Nordeste do Brasil foi construídos povoados que era fechado com muros de madeiras para evitar ataque indígena, porém como os navios demorava a retornar os Europeus foi obrigado a buscar parceria com os índios em produtos alimentícios e submeter as curas e benzeções dos Pajés com suas garrafadas e sessões de Pajelança que na realidade são sessões espiritistas.
De  1498 à 1532 esses laços de confiabilidade e integração de cultura se estreitou-se, surgindo assim entre os Europeus manifestações mediúnicas com os índios e ou Encantados como foi dito do Reino Animal e vegetal.
Como os Europeus aumentou assustadoramente os seus números de exploradores os que tinha sido iniciado na Pajelança passou a viver em comunidades, porém adentrando dentro das matas, nos montes, dando continuidade a sua Pajelança.
Portanto o Europeu Agregou valores na Pajelança, tais como O Catolicismo e Bruxaria Europeia.  passando assim com esses novos valores nascendo a Jurema Sagrada de Tupã ou Jurema Sagrada de Caboclo.
É este período de nascimento foi entre 1532 à 1536, logo após veio os Jesuítas enfatizando a presença de Jesus Cristo aos nativos afirmando que eles faziam sessões demoníacas,  é o Europeu e o Africano que fosse pego em tais rituais era considerado bruxos adoradores do demônio.
Era assassinados no ato que era flagrados e proibido ser enterrados em cemitérios Públicos, sendo enterrado na principal árvore do culto que era a Jurema Preta (mimosa hostilizes) sendo dai o nome de Jurema Sagrada.
Os Primeiro movimento e surgimento de Juremeiros, no Início da Pré Historia do Brasil, os Europeus tocava objetos pelo Pau Brasil, e alguns deles ficou morando no novo mundo a serviço da coroa.
O primeiro Reinado da Jurema Sagrada que foi denominado como Reino de Tupã ou Jurema de Caboclo.
Tupã era o nome de um índio da aldeia dos Tupinambás irmão do cacique, nome em homenagem ao grande Rei Tupã, Deus Supremo.

sex_colonia1_620_465A Chegada dos Padres Jesuítas, foi imposto que todas as pessoas que estivesse praticando a pajelança ou utilizando o cachimbo fazendo as fumaças do pajé (Catimbo e ou Caatimbó – nome dado a fumaça que sai do cachimbo do pajé) era ser assinados no local.
A Inquisição Em Portugal E No Brasil 1538, 
O Brasil foi descoberto em pleno período da Inquisição que em nosso país durou mais de três séculos.
Na História da cultura universal e, mais especificamente, da cultura portuguesa e brasileira que se viram amordaçadas durante séculos pela atuação da Santa Inquisição.
São múltiplos os exemplos de “caça à literatura sediciosa” e assim a pajelança e principalmente aos catimbó que e uma palavra indígena que significa fumaça.
Podemos considerar Portugal pioneiro na censura literária e defesa da fé e dos bons costumes.
Antes mesmo da instituição da Inquisição em Portugal e colônia (1536), observamos por parte do Estado a preocupação em cercear ideias consideradas como perigosas ao regime, Em meados do século XV.
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Historia do Mestre Preto Zé Pelintra que passou para Jurema com 114 anos.

O Preto Zé Pelintra seu nome de batismo era José de Aguiar Santana.
Pais: José de Aguiar Phelintra e Maria de Santana.
Irmãos:
– Maria de Aguiar Santana. ( Maria Pelintra)
– Francisco de Aguiar Santana. (Chico Pelintra)
– Antônio de Aguiar Santana. (Antônio Pelintra ou Caboco Guapindaia no Tambor de Mina)
Naturalidade: Vila do Cabo de São Augustinho – Pernambuco.
Morou em:
– Afogados da Ingazeira.
– Recife – Rua da Amargura, nome exatamente dado a rua em sua época.
– Aldeia dos Índios Araguatis, chamava Vila Maria Guimarães – ou Acais na cidade de Alhandra Paraíba, as Juremeiras Responsáveis foi Maria do Acais I ou Maria Índia e Maria do Acais II.
– Percorreu o Sertão do nordeste, ficou conhecido como Mestre do Chapéu de Couro.
Não se sabe ao certo a sua data de Nascimento, foi enterrado no extinto cemitério dos Afogados da Ingazeira com 114 anos segundo os antigos e aparições mediúnicas do Mestre Preto Zé Pelintra.
Vila do Cabo de São Agostinho ou chamado simplesmente de Vila do Cabo, era habitados pelos índios Caeté, passou a se chamar Arraial do Cabo em 1560.
No seculo XVI havia a igreja de São Antônio cujo o Mestre Zé Pelintra era devoto, Igreja de Santo Amaro, onde surge o nome de uma Mestra Chamada Amara José descendentes dos índios Caeté muitos anos depois.
É a Capela do Rosário dos Pretos, hoje é a Praça Theó Silva, é Nossa Senhora Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho.
Lugarejo se formou ao por causa do Engenho Madre de Deus.
Grande marco dentro da historia o Mestre Preto Zé Pelintra foi consagrado dentro da aldeia dos índios Caeté pelo cacique já batizado pelo nome Inácio Gonçalves de Barros, posterior conhecido como Mestre Inácio, o Mestre passou a ser conhecido como o velho Preto Zé Pelintra, fora consagrado a um caboclo cujo qual dava manifestações e fazia curas , por esse motivo em seu Chapéu trás uma Pena em Homenagem ao seu Caboclo.
Após o Preto Zé Pelintra se encantar ou fazer a sua passagem para o mundo dos encantados se manifesta em um médium chamado José Gomes da Silva, na Jurema de Jurema Sagrada de Caboclo  foi a consagração do primeiro Mestre de Jurema que era conhecido em vida como Preto Zé Pelintra ou Mestre do Chapéu de Couro.
Nascendo assim o Primeiro Mestre a ser consagrado dentro da Jurema de Caboclo consagrado pela Juremeira Mães Maria do Acães II, nascendo assim a Jurema de Mestria.

Mestre Preto Zé Pelintra
José de Aguiar Santana

José Pelintra, também era conhecido como (Preto Zé Pelintra, Mestre do Chapéu de Couro) “Mestre do Chapéu de Couro”, não confundir com o Boiadeiro chapéu de couro seu nome de batismo era José de Aguiar.
Todos ganha o apelido de Pelintra por causa das peripécias dos seu irmão caçula José de Aguiar Santana. teve o apelido Pelintra tirado do sobre nome do Pai que era Philintra, que na verdade era pejorativo que o seu pai era branco e ele negro, então Pelintra era o Preto metido a ser branco e usa as roupas do pai, sendo esse voltando para Portugal. deixando a família no Brasil e sua mulher foi obrigada a ir para o cabaré trabalhar levando o filho caçula que e o mestre em questão.
O Mestre José de Aguiar nasceu na Vila do Cabo Santo Agostinho, mudou e morou a sua adolescência no Afagados da Ingazeira e posteriormente mudando-se para Recife cidades de Pernambuco, Na Capital Recife morando próximo à Zona Boemia da cidade, nora na rua da Amargura onde tem um de seus Lírios.

Na rua da amargura, a onde seu Zé Pelintra morava, ele chorava por uma mulher, chorava por uma mulher, chorava por uma mulher que não lhe amava”

Essa mulher que ele amava chamava-se Maria da Conceição de Alcatra, apelidado de Maria Luziara, por referencia as Altas Torres de sua Terra Natal em Luzitânia – Portugal. Ela faz referencia ao amor deste homem também em suas cantigas “Lírios”

Oh Luziara mais que loucura! Deixaste o seu homem lá na rua da amargura?
Na Amargura eu não deixei o meu Homem, deixei os falsos amigos que falava de meu nome”

O Que São as Altas Torres falada tanto nos Lírios de Maria Luziara.

ALTA TORRES
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ALTAS TORRES ERA O NOME DADO AS TORRES DOS CLÉRIGOS
NO CAIS DO PORTO EM PORTUGAL EM 1763

Centro antigo da cidade era em sua época as torres mais altas da Europa com 240 degraus e 76 metros de altura.
São construídas três complexos justa postos
– Igreja da Irmandade de São Pedro dos Clérigos.
– Dependência da Irmandade.
– A Torre Simeria.
A Torre foi durante anos referência para as grandes embarcações e navegantes que saia deste porto em Portugal.
Alta Torres era o ponto mais famoso da Europa por usa altura e imponência motivo de orgulho para os Portugueses, eis o Motivo que a Maria da Conceição de Alcatra apelido no Brasil de Maria de Luzitânia que passou a ser Maria Luziara.
Maria Luziara canta em vários de seus pontos que veio de Altas Torres e sempre com referência saudosista.
José de Aguiar se apaixonar pela Portuguesa Maria da Conceição de Alcantra, apelido que ganho no Brasil de Maria Luziaria – por causa de Luzitânia.
Em um dos seus mais conhecidos pontos na Jurema Sagrada diz…
 Quem campos tão verdes, meu gado todo espalhado, Eu venho de altas torres, venho juntando o meu gado.
Fala em seu Pai Mestre João Grande.

Meu Deus,  valei-me  nesta agonia, Valei me nesta aflição, Sou a Mestra Maria Luziara, Princesa do Mestre João.

 Mestre João Grande era um nobre em Portugal que teve que sair fugido nas esquadra do Rei Dom João VI ,que na verdade era o seu Pai. Como e do saber de todos como diz em seus pontos.

Ganhei um colar de ouro foi um casado quem me deu!

Esse Homem casado que ela se refere. Segundo ela diz, os antigos Juremeiros era o Rei Dom João VI.
Zé Pelintra era apaixonado por Maria Luziara,  e ela era de Portuguesa que veio para o Brasil em 1808.

 1808 – 1821
Período Joanino
É denominado Período Joanino  uma fase da história brasileira correspondente, a grosso modo, às primeiras duas décadas do século XIX, quando, ameaçada por Napoleão, a monarquia portuguesa, cujo titular era o rei Dom João VI, foi forçada a abandonar a metrópole e seguir para o Brasil, transferindo para esta então colônia, a administração de todo o império ultramarino português. Tal momento, de importância capital para o Brasil, recebe então comumente o nome do monarca Português, pois representa um importante passo rumo à futura independência, em 1822.
Desembarcando a Família Real em 1808 e nobre da corte de Portugal, em Salvador Bahia e posteriormente mudando-se para o Estado da Guanabara na Cidade do Rio de Janeiro.
Segundo relatos a Mestra veio nas esquadras junto com a Família  Real.
Desembarcando em Salvador em seguida foi para o Estado da Guanabara.
 Em 1821 o Rei Volta para Portugal. Luziara teve que ir para um prostíbulo que era o costume da época mulher sem marido, ou desquitada tinha que viver no prostíbulo.
Então O Mestre Preto José Pelintra, logo ele viveu nos meados de 1821 quando ela chegou em Recife.
Maria Luziara foi amante do Reino Dom João VI, isso conforme e dito pela mestra e Juremeiros antigos de alto conceito no Brasil.
Em 1821 o Reino volta para Portugal e a mestra foi obrigada a ir para um prostíbulo o mais famoso da época era de Recife – Pe.
Como a Mestra mesmo diz em seu ponto.

Na passagem do riacho Luziara, perdeu. Perdeu, perdeu Maria Luziara, sou eu.

Conclusão da Historia do Mestre Preto José Pelintra, voltando a história do Mestre Preto José Pelintra, se ele era apaixonado por Maria Luziara logo ele viveu após 1821.
Quando Maria Luziara sobe para Recife saindo de Salvador pois o Rei volta para Portugal, sendo ela ainda muito nova e o José de Aguiar Já velho Provavelmente entre 40 a 50 anos, por ter passado com 114 anos e ter se manifestado em José Gomes da Silva, e esse ter sido consagrado por Maria do Acães segunda que se encantou em 1926.

Calculo:

Se 1821 = Zé Pelintra tinha por volta de  50 anos e viveu 114 anos (114 -50 = 64 anos)
1821 + 64 anos = 1885
Maria Índia de Alhandra onde ele foi consagrado foi passada para a jurema em 1910 em Recife.
Seu Zé Pelintra foi passado por volta de 1885, após  alguns anos se manifesta em José Gomes da Silva sendo o primeiro a ser consagrado, por Maria do Acães II que a sua morte e ou encantamento 1926 ha que diz que foi 1937.
A Historia dos Mestres ele e contagiante que e passado através dos anos por causa de seus Lírios (pontos cantados no catimbo), o Mestre Preto Zé Pelintra ficou sabendo que no cabaré na Rua da Guia houve uma grande briga e que a sua amanda foi o pivô, sendo levada para a delegacia e preza mais os brigões.
O Mestre José de Aguiar vestiu a sua melhor roupa e se apresentou como advogado e com a sua lábia passou o Delegado para trás, liberando Maria Luziara, que prontamente Manoel Quebra Pedra, comprou uma fazenda na serra da Borborema onde se escondeu e passou a criação de gado, juntamente com o Preto Zé Pelintra, parte do Lírio de Manoel Quebra Pedra diz assim.

Aqui sou eu, aqui sou eu, aqui sou eu Manoel pedra. (bis).
Eu comprei paguei, Tive pena, na saída da fazenda, Quando o garrote voou.
Se a vida é um suplicio, Eu não tenho nada com isso. E feliz de quem Deus marcou.
Aqui sou eu, aqui sou eu, aqui sou eu Manoel Quebra Pedra. (bis).

O Mestre Preto Zé Pelintra, vivia se metendo em confusão e sabendo que também era causador de grandes brigas e muito valentão a polícia lhe deu ordem de prisão na zona boemia, conseguir fugir indo para Paraíba.
Se escondendo dentro de uma aldeia de índios Arataguis, hoje localizado no Acaés – Paraíba, local onde os Padres na época já era os Franciscanos, reunia aldeias e dava terrenos.
Onde o seu Cacique foi Batizado como nome Pagão pelos Padre Jesuítas de Inácio Gonçalves de Barros) que e o Mestre Inácio irmão de Maria Índia (Maria Gonçalves de Barros) pai de Mestre Carlos, a sua Sobrinha, de Maria do Acaés era Maria Eugenia Guimarães, sendo a mais famosa como Maria do Acaés II, que herdeira do Acaés.
Mais o José de Aguiar foi para Paraíba passou a usar chapéu de couro, foi consagrado para o seu caboclo e usando uma pena de um Passarinho no seu chapéu de couro que conta em seus Lírios.

Eu trago a Pena do Meu Caboclo no meu Chapéu de Couro,
O Nego Zé Pelintra vai dominar seu coração.
O meu Mestre me diga um segredo seu ?
Porque lá na Jurema quem duvidou morreu…”

A palavra Pelintra nasceu sendo um nome pejorativo o sobre nome de seu Pai José Filintra de Aguiar.
O nome Pelintra e vestido ridiculamente, ou pobre se passando por rico, O nome Pelintra foi ligado a Malandragem de mestiço a sua Boemia, suas Brigas na Zona era um termo pejorativo. Porem na hora do aperto a sua Fuga para o sertão Paraibano.
A família Aguiar é muito grande e dizem que Antônio Felipe Camarão,
o índio Poty”, simples guerreiro da tribo dos Arataque, conseguiu negociar com as tribos dos Tabajaras e Pirajibes, por ser distinguido por suas bravuras e que lhe valeu diversas recompensas do rei Dom João VI, de Portugal, a favor da Cidade da Jurema e dos Mestres.
Onde o Mestre Preto Zé Pelintra encontrou apoio e foi consagrado, para a desavença de seus irmãos Juremeiros que não aceito como irmão de Jurema por ser beberão e arruaceiro.
Preto José Pelintra, esse mestre em vida, ou seja, o José de Aguiar não era bem-visto pelos irmão Juremeiros, que ele era barulhento e gostava de jogo, farra música, bumba meu boi e todo tipo de festejo popular lá está ele na frente, e os catimbó era feito abaixado no meio do mato mais ele queria que os tambores fosse tocado como ele foi consagrado na aldeia para o seu caboclo, por isso que usa uma pena de pássaro em seu chapéu.
Mais José Pelintra se atrevia e ia passear na Rua da Guia, no cais do Porto de Santa Rita, e nas Ruas do beco da malicia onde a malandragem e o boêmios no Bairro da Encruzilhada, Bairro da Casa Amarela, a Rua onde ele Morava Rua da Amargura, se vestia de Terno Branco, que era roupa que os nobres usava Terno de Lírios .
A palavra Pelintra nasceu sendo um nome pejorativo o sobre nome de seu Pai José Phelintra de Aguiar reforçando que ja foi dito.
A Palavra Phelintra passou a ser Pelintra que significa (Preto vestido que nem Branco, ou Preto metido a ser Branco) que veio de seu Pai que José Phelintra de Aguiar, daí o nome Pelintra e vestido ridiculamente, ou pobre se passando por rico, O nome Pelintra foi ligado a Malandragem de mestiço a sua Boemia, suas Brigas na Zona era um termo pejorativo. Porem na hora do aperto a sua Fuga para o sertão Paraibano.
Conta a história que o sobrenome Aguiar é paterno e até nas incorporações o chamam de José Pelintra de Aguiar.
E o Próprio corrigia eu sou José de Aguiar vulgo José Pelintra e não José Felintra e cantava os seus Lírios sempre afirmando ser o Zé Pelintra ou Preto Zé Pelintra.

“Sou Preto José Pelintra, nego do fel derramado.
Na direita eu sou maneiro. Na Esquerdeiro eu sou pesado.
Quem mexer com que e meu, ou está doido ou esta danado.
Ah seu dotou, seu dotou, bravo senhor, Zé Pelintra chegou,
Bravo senhor. (bis).”

José Filintra de Aguiar, o pai de Zé Pelintra casa-se com uma búlgara mestiça com negro, que após o seu nascimento de seu ultimo filho na Vila do Cabo de Santo Agostinho em Pernambuco, abandona a mulher por nome de Maria de Santana, voltando para Portugal.
Maria de Santana não teve alternativa que espalhar os seus filhos no mundo e foi morar no o Cabaré Hollywood que onde morava todas as mulheres que o seu marido o abandonava.
Filho de Jatobá, (A Árvore sagrada do Pajé Rio Verde consagrado no Juremeiro Neto) irmão de Jacaúna, chefe da tribo que o acobertou na linha do Catimbó, muitos mestres hoje conhecidos sob a orientação do Mestre Zé Pelintra, encontrou um canal aberto no astral superior e depois de passado certo tempo no limbo para resgatar o mal que viveu na terra, se tornaria doador para prestar caridade. Aí está, com certeza.
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Mestre Zé Maria – Consagrado em Vida ao Mestre Preto Zé Pelintra – Atuado na foto no Juremeiro Neto – consagrado ao Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde. 
Aldeia Tronco da Jurema do Caboclo Pajé Rio Verde em Alexânia – Goias.

Onde o Mestre Preto Zé Pelintra encontrou apoio e foi consagrado, para a desavença de seus irmãos Juremeiros que não aceito como irmão de Jurema por ser beberão e arruaceiro mais o Mestre Inácio com sua grande sabedoria e ciência o velho índio sabia o que estava fazendo, não importando para opiniões dos irmãos Juremeiros da presença imposta por ele do nome membro da Jurema Sagrada.
Maria Índia irmã de Mestre Inácio ou Maria do Acaio I(passada em 1910) foi a primeira Maria do Acaio a qual ganhou de Dom Pedro II as Terras as terras do Acaio, é foi) e o local teve mais inúmeras aldeias indígenas que era trazida do interior da Paraíba. Concentrando em um só local que na época já era pastorado pelos Padres Franciscanos.
Sendo os Jesuítas expulsos do Pais pelas suas atrocidades com os índios e alguns Europeus achava no direito de julgar e matar, ter intolerâncias religiosas quando os pajés realizava os seus rito de pajelança afirmava que era seção ao demônio e manda matar quem estivesse realizando tal atos de catimbó que a palavra era fumaça que sai do cachimbo do pajé.
Como e de conhecimento de todos, os Pajés em suas aldeias, quando um grande guerreiro morria, eles pega um tronco de uma árvore sagrada e invocava aquele guerreiro e o consagrava em uns de seus amigos ou índios.

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Mais na realidade os grandes atos de consagração era realizado dentro das matas que lá tinha as suas árvores encantadas que era chamada de cidades de encante.
Voltando ao Mestre Preto Zé Pelintra, em vida, ou seja, o José de Aguiar não era bem-visto pelos irmão Juremeiros, que ele era barulhento e gostava de jogo, farra música, bumba meu boi e todo tipo de festejo popular lá está ele na frente, e os catimbó era feito abaixado no meio do mato mais ele queria que os tambores fosse tocado como ele foi consagrado na aldeia para o seu caboclo, por isso que usa uma pena de pássaro em seu chapéu, o Mestre Preto Zé Pelintra e o padrinho do catimbó pois foi ele quem levou o tambor para a jurema que era tocado somente os maraca abaixado na mata se a polícia soubesse matava ali mesmo e não deixava ser enterrado em cemitério publico o mestre enterrava no pé da jurema preta e daí nasceu a mata encantada da jurema na Paraíba.

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Vivendo 114 anos, Zé Pelintra se vestia com aprumo e não dispensava o chapéu de Panamá nas cidade mais no Sertão no meio do povo e onde tinha uma festa la estava ele com o seu Chapéu de couro e seu gibão e um lenço encarnado se Intitulava o rei dos valentões. e nas andança pelo sertão usava um chapéu de couro, e nem a cachaça de cabeça de cana –marafo: onde houvesse um arrasta-pé, lá estava ele sem ser convidado, sempre valsando ou frevando.
Tem muitos estrangeiros na linha da Jurema, vindo da Europa antiga e o Catimbó teve grande influência.
Pernambuco foi invadido pelo Holandeses, Os encantados Juremeiros são filhos de italianos, holandeses, turcos, franceses, espanhóis e portugueses, etc.
Exemplo: Dom Sebastião, O Rei da Turquia pai de Mariana, uma cabocla mestra do Amazonas, maravilhosa e curandeira, Mariana, Herondina e Jarina.
Mestre João, português, e pai de Maria Luziara, uma mestra casamenteira, que só trabalha para o bem e assim vai.
A Jurema é misteriosa, desde a sua folha para fazer um descarrego até a sua casca, para fazer grandes remédios, para purificar o sangue e curar muitas doenças do mundo.

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Logo após uns anos o mestre começou a pegar cabeça daí no Rio Grande do Norte veio o Mestre José Francisco, que foi para a Paraíba e se consagrou ao Mestre Preto Zé Pelintra, conforme e o ponto dele, ou Lirio como se fala na Jurema.

Eu rodei meu bom espaço numa hora do meio Dia, Eu Roguei todas as Correntes com o Rosário de Maria, Sendo eu José Francisco por apelido Pelintra, Ainda meio aperreado de uma vez eu mato 30.”

Neste Lirio vemos que o mestre fala que ele se chama José Francisco mais tinha ganho o apelido José Pelintra.
Que o mestre Preto Zé Pelintra, ele pousava na cabeça de seus discípulos, os seus médiuns, e passava muito tempos acostados, e os levava para os lugares em que ele gostava de frequentar, e fazia a mesma coisa que o mestre que pousava em sua cabeça agora encantado como Mestre Preto Zé Pelintra, e por isso todos os médiuns que tinha o mestre consagrado ganhava o apelido de Zé Pelintra e muito catimbo e curandeiro e a sua fama foi se alastrando e pégano outras cabeças pelo Brasil.
Seu sobrinho José Aguiar Santos dos Anjos, não foi consagrado para 
o mestre Preto Zé Pelintra.
Seu Lirio Fala.

Sou Mestre dos Anjos que chegou na Sua Aldeia, 7 anjos me acompanha, 7 velas me alumeia, a caminho de Santa Rita eu passei por 4 canto, dava nome de Zé Pelintra mais meu nome e Zé dos Anjos.

Este então que foi um grande problema que ele além se chamar José de Aguiar como o tio  avó teve o apelido de Pelintra mais quando ele morreu e se encantou abaixa nos terreiros como o Mestre Zé dos Anjos, o Zé Pelintra da Bahia da rua do Peloirinho, onde tem uma vestimentaria por la. Porém fora consagrado a um Caboclo como a sua ancestralidade, e a Ciência desse Mestre cabe ao Juremeiro Mestre Padrinho ir buscar, e não ser informado em internet. (Juremeiro Neto)

José Gomes da Silva foi os primeiros maquinistas consagrado ao Preto Zé Pelintra, se for observar a Historia o Trem veio para o Brasil com Dom Pedro II.

José de Santana, (sobrinho do Velho Preto Zé Pelintra),
José da Proa, de Maceio era um Marujo que foi para Recife.
Zé da Encruzilhada, Zé Enganador, Zé da Pinga, Zé do Beco entre muitos outros….
Esses juremeiros em vida foi consagrado para o mestre Preto Zé Pelintra, e o Mestre passou ter muito nome e influência em suas vidas ate mesmo os discípulos passou a ter atitudes semelhastes a do mestre e ganhou o apelido de Zé Pelintra e muitos mesmo tinha o nome de José, e quando esses mestres foram passado para a Jurema eles vem com os seus nomes mais muitos fala que e o mestre José Pelintra sendo que esse mestre José de Aguiar não abaixa mais. Vem os juremeiro que foi consagrado para ele.
Vivendo 114 anos, quando veio fazer a sua passagem, Zé Pelintra se vestia com aprumo e não dispensava o chapéu de Panamá nas cidade mais no Sertão no meio do povo e onde tinha uma festa la estava ele com o seu Chapéu de couro e seu gibão e um lenço encarnado se Intitulava o rei dos valentões.
 E nas andanças pelo sertão usava um chapéu de couro, e nem a cachaça de cabeça de cana –marafo: Onde houvesse um arrasta-pé, lá estava ele sem ser convidado, sempre valsando ou frevando.
Apos a sua passagem algum tempo depois hoje uma manifestação ou encorporação de um encantado que não era caboclo, que na época só era consagrado caboclo.
Dai mais uma vez e relata-nos que partir de Maria do Acais que era consagrada na Jurema na sua aldeia e que por causa da necessidade da época teve um grande marco que foi a consagração do Primeiro Mestre da Jurema pois como foi dito só se consagrava Caboclo.
Esse Juremeiro se chamava-se José Gomes da Silva que foi o primeiro Juremeiro ou médium Consagrado para o Mestre Preto José Pelintra, é José Gomes por causa de seu Mestre ganhou o apelido de José Pelintra em Vida.
Entre tantos outros após foi consagrado ao Mestre Preto José Pelintra, sendo que hoje não abaixa mais vem com o mesmo nome de José Pelintra esses Juremeiros.
Resta na hora da consagração buscar a ciência do Mestre a fim de saber qual e mesmo o seu nome de batizo.
 O Mestre Preto José Pelintra ganhou o título o rei do Catimbó por ser o primeiro mestre a ser consagrado na Jurema de Caboclo que na época passou ser Jurema do Acaés por causa dele.

José Pelintra da Lapa não é um Mestre de Jurema e um Exu Malandro.

 Uma mulher com problema de gestação chegou nos pés do Mestre Preto Zé Pelintra, manifestado em um de seus disciplino, pediu para salvar o seu filho pois nunca segurava uma gestação completa, o mestre afirmou vai ser homem e este vai ser meu discípulo.
 Após o nascimento da criança a mãe e o menino se mudando-se para a cidade do Rio de Janeiro.
 O menino foi batizado pelo nome José Pelintra da Silva na adolescência entrou para a Umbanda que era forte no Estado da Guanabara, hoje Estado do Rio de Janeiro, era médium de Umbanda que recebia o mestre Preto José Pelintra, o José de Aguiar, mais tinha a mesma mania dos demais médiuns do Mestre Zé Pelintra.
Em querer se parecer em tudo por tudo com o mestre se vestimentaria igual terno branco, usando a mais camisa vermelha e ou listada de preto e vermelho, e seu local preferido era o Arco da Lapa no Rio de Janeiro foi onde passou grande parte da sua vida boemia e nos Morros.
Após a morte vem nos terreiros de umbanda como Zé Pelintra da Lapa, criando assim uma linha de malandros da umbanda.
Lembramos bem, essa corrente apesar de sua grande força e beleza e grandes feiticeiros que são não são mestre de jurema pois não foi arrebatado pela jurema e ou pelo seu mestre tendo como missão levar a forças nos terreiros de Umbanda onde os acolheu em vida.
Mesmo o Mestre Preto Zé Pelintra quando passava na cabeça do José Pelintra da Silva do Arco da Lapa, ele passava como Exu na Quimbanda sendo um forte Quimbandeiro.
A figura do Malandro Carioca com a camisa listra de preto e vermelho que são as cores de seu padrinho Preto Zé Pelintra, e por isso que o Rio de Janeiro tem o encantamento da Malandragem e a fama de serem festeiros e alegres.
José Pelintra da Silva em vida não foi consagrado no pé da jurema preta, ao seu Mestre sendo sempre um médium de umbanda.
Não foi consagrado a mestre nenhum e no ato de sua morte não foi encantado para ser um mestre de Jurema.
Mais sim em sua terra o qual vem na linda de Exu (Lembramos todos que a Jurema Sagrada, Catimbó não temos Exu e Pomba Gira), O Exu Malandro ou Zé Pelintra da Lapa que são os mesmos, e ele quem comanda a linha dos malandros que todos são exu e não são mestres.
Não passou pelo atos da jurema mesmo porque no Rio de Janeiro não existia na época Juremeiros para consagrá-lo.
Muitas casas no Rio de Janeiro trabalham com seu Zé Pelintra sendo esse o exu malandro e não mestre daí tem o José Pelintra do morro, da lapa etc… esse mesmo Exu vem trazendo a linha da malandragem.
Em resumo, quando uma Mestre de Jurema se apresentar falando eu sou Zé Pelintra pode perguntar o seu nome de Batismo que nunca vai ser José de Aguiar pois esse não mais desce em terra, porém há outros que era médium dele e que no ato de sua morte foi arrebatado e vem como o nome de Zé Pelintra e não Preto Zé Pelintra.
Finalizando os encantados quanto mais faz pela a humanidade mais luz vai ganhando, este homem José de Aguiar viveu no seculo XVII a ao inicio do seculo XVII a época do final do império no brasil, é um mestre que já foi consagrado a muitas cabeças muitas correntes, ele já passou na mesa da jurema varias vezes e hoje o mestre e consagrado como dono de corrente somente para médiuns que são guardião da jurema justamente que eles não tem incorporação, mais como já foi dito ele vem acompanhando os médiuns que consagrou para ele e já passou e foi encantados, tais como o José Gomes da Silva que e o médium mais antigo, e o qual muitos fala que e o verdadeiro Preto Zé Pelintra, exatamente isso que faz o mestre ser um encantado e o nosso padrinho da jurema o qual criou se a gira e a dança dos mestres.

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A foto acima e o Mestre José Maria Feliciano, vulgo Zé Maria, manifestado no Juremeiro Neto, em vida era consagrado ao Mestre Preto Zé Pelintra, gosta muito de se vestir de Branco pois era o consume de sua época, porém gosta também muito do Vermelho.
Em resumo, quando uma Mestre de Jurema se apresentar falando eu sou Zé Pelintra pode perguntar o seu nome de Batismo que nunca vai ser José de Aguiar pois esse não mais desce em terra, porém há outros que era médium dele e que no ato de sua morte foi arrebatado e vem como o nome de Zé Pelintra e não Preto Zé Pelintra.
Eu Juremeiro Neto na Graça de Deus fui consagrado para o Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde.rio verde

VILA MARIA GUIMARÃES – O ACAIS LOCALIZADO NA SUA ÉPOCA EM ALHANDRA – PARAIBA
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ACAIS – ALHANDRA-PB – Não existe mais nada foi destruído.

ACAIS COMO NASCEU.
1534 – Criada a Capitania hereditárias de Itamarcá.
1574 – Extinção da Capitania de Itamarcá e criada a Capitania da Paraiba em 1574. por um Decreto Real, a Paraíba foi desmembrada de Itamaracá, sendo criada a Capitania Real da Paraíba, cujos limites iam do rio Abiaí à Baia da Traição
1585 – A conquista da Paraíba só foi consolidada em 1585, com a fundação da cidade de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa), depois de onze anos de expedições e inúmeras batalhas, sangrentas entre colonizadores e os nativos locais. Os Potiguaras aliados dos franceses não facilitaram em nada a ação dos colonizadores portugueses nessas terras. O ato considerado fundante da Paraíba foi uma aliança celebrada entre os portugueses e os Índios Tabajaras. 

COMO ACONTECEU EM TODO O BRASIL

Após a conquista definitiva das terras da Paraíba pelos portugueses foram criadas as aldeias missionárias, a exemplo de Jacoca (atual cidade de Conde), e a dos Arataguis (atual cidade de Alhandra).
A partir de 1753 a capitania da Paraíba ficou subordinada à capitania geral de Pernambuco, da qual se tornou novamente independente a partir de 1799.
João Tavares e Piragibe.
A interiorização da capitania deu-se pela expansão do gado e o estabelecimento de missões religiosas para a catequese dos indígenas. (Padres Franciscanos)
No início da colonização europeia, formaram-se :
Vila da Baía de São Miguel, Vila de Monte-Mor, a Cidade da Paraíba, Vila do Conde, Vila de Alhandra no litoral e somente a Vila do Pilar no Agreste, e a freguesia do Cariri.
1593 – Os Jesuitas foram expulsos das Capitanias, entra os padres Franciscanos.
1700 – algumas leis foram criadas referentes aos índios, algumas delas diz respeito à distribuição limitada de terras aos nativos, como a lei de 1700, que estabelecia a “doação de uma légua de terra em quadro para cada aldeia, bem como casas para os padres e igreja”
1703, referente a “Carta Régia de 22/05 – dava aos índios terras necessárias para sua vivenda e ferramenta para cultivarem a terra” .
1740 – Igreja Nossa Senhora da Assunção.
1758 – “…Em virtude da Carta Régia de 14 de Setembro e Alvará desta data, é elevada a categoria de villa a aldeia de Arataguy, com o nome de Alhandra.”
1774 – Alhandra-PB – possuía cerca de 620 construções e 1089 habitantes, foi elevada a vila depois, no mesmo ano de 1774 já tinha 2451 construções e 5422 habitantes. Contudo a maior razão por ter sido Alhandra a primeira vila foi por certo os índios.
1804 – Alhandra a aldeia missionária ao que recebia novos índios tinha mais de 766 índios de todo sertão.
1850 – Consta ainda que após a publicação da Lei de Terras, de 1850, o patrimônio dos índios de Alhandra eram de pequenas ilhas, envoltas de propriedades privadas, o que implica na perda de terras indígenas para os ditos civilizados.
A estratégia dos colonizadores se cumpria, aos poucos tomavam posse de todas as terras dos nativos, de modo que, os índios foram obrigados a se engajarem na sociedade colonial, muitas vezes como pequenos proprietários de terras, camponeses.
Alhandra sempre despertou a atenção de muitos, que atraídos pelos famosos mestres da jurema, buscavam a realização de desejos e fantasias.
Mais que um local de estudo, Alhandra era um território de misticismo e magia. Jurema (branca) é uma árvore, da qual se faz a bebida de poderes alucinógenos, que por seu efeito era controlada.
A perseguição de policiais sob os ‘mestres da jurema’ obrigou que os rituais fossem realizados as escondidas, afastados da cidade, deslocando em espaço e tempo a crença herdada pelos índios.
Conta-se que quando morriam não tinham o direito de serem enterrados no cemitério local, sendo sepultados em lugares afastados, onde se plantava um pé de jurema para marcar o local do sepultamento.
Nesses mesmos locais eram também sepultados todos aqueles seguidores do mestre da jurema, colaborando no surgimento das chamadas “cidades da jurema”, como: Cidade de Manoel Cadete, Cidade de Rosalina, Cidade de Maria do Acais, Cidade do Mestre Adauto, Cidade do Rei Heron, Cidade dos Encantos (Tambaba) e Cidade de Águas Claras.
A ‘cidade da jurema’ mais conhecida é a do Acaís, um pequeno povoado situado às margens da estrada que leva ao município de Alhandra.
A fama dos poderes sobrenaturais e mágicos desse lugar mereceu uma reportagem no jornal, A União de 20 de julho de 1997, que estampava a manchete: “Ciências ocultas em Alhandra: Pacto de silêncio protege a Cidade Sagrada da Jurema”. Esta reportagem, de Machado Bitencourt, ressaltava que a família Guimarães, descendentes da ‘Mestre de jurema’ Maria do Acais, guardam os segredos da preparação das bebidas feitas com a jurema.
Para entendermos melhor como era a realização do culto da jurema, vejamos como se dava entre os índios Tuxás:
Tudo teria começado com a índia Maria Gonçalves de Barro, conhecida por Maria índia, que teria recebido do Imperador Dom Pedro II as terras do Acais, onde teria assentado moradia. Mestra Maria do AcaesMaria Índia teria dado inicio, então, ao uso da jurema para curar os mais variados males. Como não teve filhos, a sua sobrinha, Maria Eugênia Gonçalves Guimarães, recebeu a herança da tia, e logo ficaria famosa como sendo, a ‘mestre’ Maria do Acais. Depois de sua morte, Flóscolo Gonçalves Guimarães, seu filho, foi seu continuador, nos demonstrando os laços de parentesco que circundam sob os domínios do segredo da jurema.
Maria do Acais quem consagrou o Mestre Preto Zé Pelintra na cabeça de José Gomes da Silva sendo que na época não se consagrava mestre somente caboclo.

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