Estudo dos Lírios

Como Estudar os Lírios dos Encantados

I. Escrever todo o Lírio e separar por frases.
II. Separar essas frases e observar cada palavra que o encantado disse.
III. Buscar na História da Colonização do Brasil sobre o fato.
IV. Procurar saber, qual e descendência da família e local que ocorreu o fato.

O encantado nos seus lírios ele relata a história que marcou a sua vida, o que
aconteceu em vida, e alguns o ato de sua morte e encantamento na Jurema
Sagrada.
Nunca faça comparações da vida do Juremeiro (a) com a vida do Mestre, tais
situações o correu com o velho Pré Zé Pelintra.
Os seus médiuns consagrados a ele, passa a se verti e ter atitudes que o mestre
teve, ao passar para Jurema a história dos dois do médium e do encantado se
fundiu.
Porém temos que nós ressaltar que a personalidade do dono das correntes e forte
em seus médiuns.
Os consagrados a caboclo, que são raridades hoje em dia, não na Jurema de
Caboclo por sentirem acolhidos.
Os médiuns que os Caboclos são dono de suas correntes são:

Tem o temperamento forte, e muito franco e fala com exatidão o que está
pensando na hora.
São desconfiados, não e aberto para novas amizades aceita mais não confia ao
primeiro instante.
São Calados com estranhos e falante no meio de amigos.
Reclama muito quando não está satisfeito com algo, emburra fácil, joga a fecha
para depois ver que bicho acertou.
Impulsivo em tudo que vai fazer.
Fica muito recuso em seu mudo, de poucos amigos.
Possuem o costume de dividir quase tudo que possuem.
A sua existência se baseia na de forças e espíritos da natureza.
Os médiuns que os Mestres são dono das suas correntes são:
Falantes, Calmos, Risonhos, Gosta muito vier em comunidades, aberto a novos grupos de pessoas.
Pondera muito as situações.
Tem a compreensão do mundo de uma outra forma, sempre acha que vai dar um
jeito.
Sua tendência e estudar a situação para depois agir. Não faz nada por impulso.
Estudo dos Lírios de Caboclo exemplo como se faz o estudo.

I. Escrever todo o Lírio e separar por frases.

Caboclo Tupynaré

Grande estrondo deu na aldeia,
Que a aldeia balanceou. (bis).
Tupynaré e rei dos índios meus irmãos,
Quando nessa casa entrou. (bis).
Mandei fazer uma fecha da canela do pavão. (bis).
Para atirar no inimigo meu irmão na veia do coração. (bis).
Mandei fazer outra Flecha da canela de um viado.(bis).
Para trazer meus inimigos prezo e acorrentado. (bis)
Oh que caminhos tão longe dos caboclos Sarava. (bis).
Nessa hora eu estou em terra, oh meus irmãos,
Às 12 horas eu estou no Mar. (bis).

II. Separar essas frases e observar cada palavra que o encantado disse.

Grande estrondo deu na aldeia,
Que a aldeia balanceou.

Faz referência que onde se localizava a aldeia era rodeado de pedras que as
ondas do mar batia e dava estrondo na aldeia.

Tupynaré e rei dos índios meus irmãos,
Quando nessa casa entrou.

Faz referência que na sua aldeia era um cacique, e por onde ele for sempre será
um cacique.

Mandei fazer uma fecha da canela do pavão.
Para atirar no inimigo meu irmão na veia do coração.

O pavão prefere viver em árvores.
À tarde, sobe numa árvore, de galho em galho, até chegar ao topo, onde passa a
noite, desce ao amanhecer.
O Pavão não e animal do Brasil foi trazido pela mão do homem, porem causou
encantamento no índio.

Mandei fazer outra Flecha da canela de um viado.
Para trazer meus inimigos prezo e acorrentado.

Mostra que se trata de um caboclo mesmo sendo um cacique tinha paixão por ser
guerreiro, também, e quando se fala em matar, brigar, jogar flechas, algo que se
referência a briga se trata de ser um caboclo esquerda.

Oh que caminhos tão longe dos caboclos Sarava.

Mostra que sua aldeia é distante.
Nessa hora eu estou em terra, oh meus irmãos,
Às 12 horas eu estou no Mar.
É a confirmação que esse caboclo morava em uma ilha no litoral Brasil.

III. Buscar na História da Colonização do Brasil sobre o fato.

Grande estrondo deu na aldeia,
Que a aldeia balanceou.

Em língua tupi, a expressão “itaparica” significa “cerca de pedra”.
A ilha foi descoberta em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, junto a
Baía de Todos os Santos.
A sua ocupação deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por
jesuítas na contra costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada como Vila do Senhor da Vera Cruz.
A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597.
Entre os anos de 1600 e 1647 foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões os holandeses chegaram a construir um forte, na cidade de Itaparica, denominado Forte de São Lourenço na ilha de Itaparica.

IV.Procurar saber, qual e descendência da família e local que ocorreu o fato.

Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em
1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado
da princesa Tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças Europeia e indígena,
formando então a primeira família genuinamente brasileira.

Observamos que o Caboclo relata em seu ponto a sua origem, sendo ele da

linhagem dos Tupi, pois se chama TUPInaré.
Sendo rei dos índios relatando que foi um Cacique e um sua paixão por guerra pois a ilha era foco de inovações de piratas.
Que morava em uma ilha pois fala que nessa hora estou em terra, ou seja, no
continente e as 12 horas estou no Mar, ou seja, na ilha.

Lírios de Mestre

Vamos agora ver como estudar a história e saber a ciência do lírio de um Mestre.
Sendo ele o Mestre Zé Maria – em vida chamando de José Maria Feliciano…

Mestre Zé Maria

Nasci em Floresta,
No Rio Pajeú eu me criei,
Vivia de Del em Del na encruzilhada eu morei,(bis)
Oh Zé!
Oh Zé Maria
De Dia tu Sumia
E de Noite tu Surgia!
Chama por Zé Pelintra quem lhe protegia.(bis)
Sarava seu Zé Pelintra rei do catimbó

O Lírio já fala direto a cidade onde nasceu.

Nasci em Floresta,

Nasceu em Floresta – Pernambuco.

No Rio Pajeú eu me criei,

é por motivos de uma grande briga de família que até os dias de hoje existem por lá, ele saiu da Cidade e foi criado dentro de uma Aldeia indígena as margens do Rio Pajeú. Onde aprendeu e foram consagrados para o Seu Mestre Preto Zé Pelintra.

Vivia de Del em Del na encruzilhada eu morei,

A sua família foi para Recife e foi morar no Bairro da Encruzilhada próximo a estação de Trem onde que na sua época tinha muito comerciantes por causa do grande fluxo de pessoas que se desenvolveu muito e a Zona Boemia era Grande e a prostituição à noite também por causa da Movimentação.

De Dia tu Sumia
E de Noite tu Surgia!

Mostra que ele era um boêmio, que durante o dia trabalhava e a noite ia para a Boemia.
José Maria porque que todas as noites era motivo de sair para a vida Boemia, bebia
além do seu limite e como era conhecido na época pelos seus catimbós com o seu
Mestre Preto Zé Pelintra.
José Maria apesar de ser muito novo na idade, entrou para a vida Boemia muito cedo, e ao passar dos anos Bebia ate ao amanhecer e no Portal da Cidade tinha uma Praça e um Pé de Figueira e uma raiz exposta da tal árvore e por ali se deitava e dormia de bêbado.

Os Amigos passou a lhe chamar de Zé Mulambo que Maria passa ser Mulambo então logo Zé Mulambo, era um Mestre que também lhe tinha um grande apresso nas mesas do Catimbó era invocado por ele em vida.
Quando ele chega na Aldeia Pajé Rio Verde, ele canta os seus Lírios, canta para o seu Mestre Preto Zé Pelintra.
Hoje existe um muro mais antes era só uma grande praça, com o principal porto na sua frente.

Juremeiro Neto