Encantados de Primeira Linha

A palavra religião é originária do termo latino “religare”, significa a religação entre o homem e um ser divino.
As referências sobre a religião dos índios brasileiros estão ligadas aos mitos de cada povo porque os próprios indígenas não usavam a palavra religião.
Eles tinham um conceito diferente do que era se religar a alguma coisa.
Na verdade, para os indígenas, há uma ligação com a natureza e dela com Deus.
Os mitos seriam histórias com verdades consideradas fundamentais para determinado povo ou grupo que vão caracterizá-las pela importância que eles contém.
Também pode ser definido de acordo com o nível de linguagem de um indivíduo ou a forma dele se expressar e contar suas narrativas para o povo.
Este, pode fazer desenhos na areia, realizar atos de performance, dançar, cantar, gesticular, tudo isso para melhor visualizar a história.

Os Deuses Indígenas.

Nhanderuvuçu

Conhecido também como Nhamandú, Yamandú ou Nhandejara, é considerado como o deus supremo da mitologia tupi-guarani.
Nhanderuvuçu não tem uma forma antropomórfica, pois é a energia que existe, sempre existiu e existirá para sempre, portanto Nhanderuvuçú existe antes mesmo de existir o Universo.
No princípio ele destruiu tudo que existia e depois criou a alma, que na língua tupi-guarani se chama “Anhang” ou “añã”; “gwea” significa velho(a); portanto anhangüera “añã’gwea” significa alma antiga.
Nhanderuvuçú criou as duas almas e, das duas almas (+) e (-) surgiu “anhandeci” a matéria.
Depois ele desejou lagos, neblina, cerração e rios.
Para tudo isso, ele criou Iara, a deusa dos lagos.
Depois criou Tupã que é quem controla o clima, o tempo e o vento, Tupã manifesta-se com os raios, trovões, relâmpagos, ventos e tempestades, é Tupã quem empurra as nuvens pelo céu.
Nhanderuvuçú criou também Caaporã (Caipora) o protetor das matas por si só nascidas, e protetor dos animais que vivem nas florestas, nos campos, nos rios, nos oceanos, enfim o protetor de todos os seres vivos.

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Iara

Deusa das águas, também conhecida como Uiara, ela é vista como uma linda sereia que vive nas profundezas do rio Amazonas, de pele parda, cabelos verdes longos e olhos castanhos.

Abaçai

É o deus da guerra, um tipo de ‘Áries’ ou ‘Marte’ dos nativos.
É o espírito guerreiro que se apossa do índio que se prepara para batalhas sangrenta.

Angra

A deusa do fogo da mitologia tupi-guarani.

Andurá

Uma árvore fantástica e surreal, que a noite se inflama subitamente.

Chandoré

Deus da mitologia tupi-guarani. SeguChandoréndo a lenda, teria sido enviado para matar o índio malvado Pirarucu, que desafiou Tupã, mas fracassou, pois Pirarucu se jogou no rio. Como castigo o índio transformou-se em um peixe, que leva o seu nome.

Sumé

Também conhecido como Zumé, Pay Sumé ou Tumé, entre outros nomes, é a denominação de uma antiga entidade da mitologia dos povos tupis do Brasil cuja descrição variava de tribo para tribo. Tal entidade teria estado entre os índios antes da chegada dos portugueses, e transmitido uma série de conhecimentos como a agricultura, fogo e organização social, e seria uma espécie de deus das leis e das regras. Era visto com cabelos amarelos, voava por todo lugar, e inclusive mergulhava sob as águas do mar, até quando desapareceu. Sumé deixou dois filhos, Tamandaré e Ariconte, que eram muito diferentes e odiavam um o outro.

Rudá

O deus do amor, que vive nas nuvens. Seu trabalho é o de despertar o amor no coração das mulheres.

Equivalente a deusa Hathor da mitologia egípcia, Vênus da mitologia romana, e Afrodite da grega.

Tupã

Seria um tipo de líder na mitologia tupinambá, senhor dos trovões e tempestades. Em analogia simples, poderia ser comparado ao deus grego Zeus, ou mesmo ao deus nórdico Thor, pois ele compartilha a mesma explicação comum nos deuses dos povos antigos para os relâmpagos.
Tupã também tem a característica da onipresença, que é muito comum nas religiões cristãs, judaica e islâmica.
Os jesuítas, na época da colonização, difundiram uma opinião errônea de que o trovão em sí seria um deus indígena, sendo que na verdade, ele é apenas a maneira utilizada por Tupã para se expressar.

Guaraci (ou Quaraci)

Guaraci 1Guaraci é a representação do deus Sol, responsável pela luz, vida e pureza do planeta Terra, assim como Brahma (hinduísmo) e Osíris (egípcio).

Yorixiriamori

Yorixiriamori Esse deus encantava as mulheres com seu belo canto, o que despertou a inveja dos homens que tentaram matá-lo.
Por isso, ele fugiu para o céu sob a forma de um pássaro.
É um personagem do famoso mito “A árvore cantante”, dos índios Ianomâmis.

Anhangá

Anhangá Os jesuítas propagaram a imagem errônea de que Anhangá seria o equivalente ao Diabo da religião Cristã, porém, Anhangá (que significa espírito) seriam almas que vagam pela Terra, que podia assumir qualquer forma, mas que seria mais visto como um veado com olhos de fogo.
Além disso, Anhangá seria o protetor dos animais, protegendo-os contra caçadores.
Quando um animal consegue escapar miraculosamente durante uma caça, os índios atribuem tal façanha a Anhangá.
Os índios diziam que quem bebia dessas águas era atormentado por maus espíritos.

Jurupari

Jurupari Filho da índia Ceuci, que após comer um fruto proibido para moças no período fértil (fruta mapati), ficou grávida miraculosamente, após o suco da fruta escorrer pelo seu corpo nu.
Quando o conselho de anciãos soube da história de Ceuci, ela foi punida com exílio, onde teve seu filho, chamado Jurupari, enviado do deus Sol Guaraci, que teria como missão reformular os costumes e o modo de vida dos homens, que eram submetidos às mulheres.
Visto como o grande Legislador, com 7 dias de vida já aparentava 10 anos de idade, e sua sabedoria atraiu as pessoas que ouviam seus ensinamentos enviados pelo deus Sol.
Por sua vez, a história contada pelos jesuítas atribui Jurupari a uma espécie de demônio que visita os sonhos das pessoas, dando origem aos pesadelos, pois o ritual de Jurupari era o mais praticado na época da colonização.
O ritual exclusivo para homens, inclui músicas com flautas, flagelações, tabaco e coca e alucinógenos.

Ceuci

Uma Deusa da lavoura e das moradias, representada pela estrela mais brilhante da constelação de Plêiades.
Quando na Terra, era mãe de Jurupari, o enviado do Sol/Guaraci, se submeteu ao novo método patriarcal das tribos.
As mulheres não podiam participar dos rituais de Jurupari, pois os deuses matariam a intrusa.
Certa vez, Ceuci com saudade de seu filho, aproximou-se dele durante um cerimonial, e foi quando ela foi atingida por um raio, enviado por Tupã.

Jurupari, também filho do Sol, foi enviado para ressuscitá-la, mas não o fez para não desobedecer a lei dos deuses.
Ele a acalmou dizendo que iria brilhar no céu, e encontrar o deus Guaraci, e nesse momento, Jurupari chorou.
Por isso, quando faz Sol e chuva ao mesmo tempo, os índios dizem que o espírito de Jurupari está por perto.

Akuanduba

AkuandubaUma divindade dos índios araras, toca a sua flauta para dar sustentação e ordem ao mundo, representando a harmonia divina.

Wanadi

WanadiDeus dos iecuanas, faz parte de um mito em que o Sol teria criado três seres vivos para habitar o mundo.

Apenas Wanadi nasceu perfeito enquanto que os outros dois seriam responsáveis pelo mal do planeta.

Yebá Bëló

Yebá BëlóChamada de “mulher que apareceu do nada”, é citada como a responsável pela criação da humanidade segundo os Dessanas.
De acordo com a lenda, teria moldado os homens e mulheres das folhas de coca que masca, chamadas de ipadu.

Caipora

Caipora O nome caipora vem do tupi-guarani Caapora, e quer dizer “habitante do mato”. Caipora é representado pela forma de um índio jovem, coberto de pelos e vive montado em uma espécie de porco-do-mato.
Ele é o guardião da vida animal.
É ele que estala os galhos, faz assobios e dá falsas pistas para desorientar os caçadores. Reza a lenda que Caipora seria canibal, se alimentando de tudo e todos que caçam nas florestas, punindo homens, insetos ou até outros animais.
Caipora é responsável por punir, principalmente, aqueles que caçam além da necessidade.

Tupi

Tupi deus Personagem primordial de todos os povos tupis.
O antepassado principal, que deu origem a todos os índios.
Por isso, muitas nações tupis criaram seus nomes como homenagens a tupi: tupinambás, tupiniquins, tupiminós, tupiguaés, etc…

Mitologia Guarani

Os povos indígenas no Brasil foram separados não apenas culturalmente mas também pelo seu tronco linguístico. Então vários povos diferentes podiam fazer parte de um mesmo tronco linguístico, é o caso dos Guaranis, que fazem parte do tronco linguístico tupi.
Ainda hoje encontramos alguns povos indígenas nativos sul-americanos que cultuam de certa forma, ou, pelo menos, mantém viva a cultura, dos deuses de seus ancestrais, assim como das lendas de seu povo.

Mito da Criação segundo o povo Guarani.

Nhanderuvuçu, deus supremo tupi, criou tudo.
Nhanderuvuçu pede ajuda a Jaci, deusa da lua, para descer a terra em um monte na região do Areguá, atualmente Paraguai.
Olhando tudo que aqui podia ter, ele criou: a terra, os oceanos, as florestas e os animais.
Para enfeitar o céu, colocou estrelas.
Então vendo sua criação decidiu povoá-la, pegando um pouco de argila que havia criado, foi moldando em estátuas uma figura que ele chamou de homem e outra figura que ele chamou de mulher, misturando vários elementos da natureza para deixar cada vez mais bonita sua criação.
Então quando estava satisfeito, soprou a vida nas estátuas.
No seu sopro havia o princípio do bem e do mal, e então Nhanderuvuçu partiu e deixou os homens aqui.
O homem tomou o nome de Rupave e a mulher de Cypave, que significam Pai e Mãe dos Povos.
Eles se amaram e tiveram três filhos e um grande número de filhas. O primogênito recebeu o nome de Tumé Arandú, o mais sábio dos homem e o grande profeta do povo guarani.
O segundo filho recebeu o nome de Marangatu, um grande líder, generoso e benevolente.
O terceiro filho foi Japeusá, que tinha prevalência do sopro da mentira e era considerado um ladrão e trapaceiro, querendo sempre confundir a todos e aprontar maldades.
Marangatu teve uma filha, que recebeu o nome de Kerana.
Sua beleza atraia a cobiça do espírito Taubymana, um espírito malévolo. Esse espírito capturou Kerana e com ela teve sete filhos.
Como nasceram de uma violência, todos foram amaldiçoados pela grande deusa Aracy, e seis dele nasceram como monstros horríveis.
Os filhos são Teju Jagua, Mboi Tu’i, Moñai, Kurupi, Ao Ao, Luison e Jaci-Jaterê. Cada um regê um domínio, então: Teju Jagua se tornou o espíritos das cavernas e frutas, Mboi Tu’i é o espírito dos cursos de água e criaturas aquáticas, Moñai é o espírito dos campos abertos, Kurupi é o espírito da sexualidade e da fertilidade, Ao Ao é o espírito dos montes e montanhas, Luison é o espírito da morte e Jaci-Jaterê é o espírito do repouso e da sesta.

Deuses Guaranis

Nhanderuvuçu

Também pode ser conhecido como Nhamandú, Yamandú ou Nhandejara é o deus maior da mitologia tupi-guarani.
Nhanderuvuçu não possuí forma física antropomórfica, é apenas uma energia que sempre existiu e sempre existira.
Então é considerado que esse deus é anterior a criação do Universo. No princípio dos tempos ele destruiu tudo que havia e criou então a Anhanga (alma) e deu para ela duas polaridades a masculina e a feminina. Então homem e mulher são iguais e contemporâneos. Foram criados juntos. Quando essas duas Anhangas se juntaram surgiu Anhandeci, que é a matéria.
Criou primeiramente a deusa Iara (água) e então criou Tupã (trovão – ventos – fogo), logo depois criou Caaporã (matas).

Tumé Arandú

Também é conhecido como Sumé, Zumé, Pay Sumé ou Toré. É uma antiga entidade da mitologia do povo tupi, que teria vivido entre os índios antes da chegada do homem-branco e que teria ensinado aos povos tupis muitos conhecimentos, como a agricultura, o uso do fogo e a organização social da tribo. Também aboliu o sacrifício animal e a vingança pura e simples.
Sumé se apresentava como um homem branco, que andava ou flutuava pelo ar e possuía cabelos e barbas brancas e ambos bem compridos. Foi ele quem ensinou como plantar mandioca e como transformá-la em farinha. Além disso ensinou a pesca e como transformar certos espinhos em anzóis.

Jaci

Jaci é a deusa tupi da Lua, é a protetora dos amantes e da reprodução. É também associada a figura mitológica de Vishnu dos hindus, Afrodite dos gregos, Vênus dos romanos e de Ísis dos egípcios.

Teju Jagua

TejuTambém é conhecido como Teiú-iaguá, é o deus das cavernas, grutas e lagos para os guaranis. Tem o corpo de um grande lagarto (Teiú) e sete cabeças de cachorro. Adora comer frutas e mel. Em sua cabeça encontra-se incrustada uma pedra preciosa chamada Carbúnculo. Vive rodeado de tesouros. Existe uma lenda do Teiú (lagarto) com uma pedra na cabeça, que ao ser encontrado pode trazer sorte ou azar.

Mboi Tu’i

mboiA tradução de seu nome é “Serpente-Papagaio”, pois possui a forma de uma enorme serpente com cabeça e bico de papagaio. Tem listras por todo o corpo e muitas penas cobrem sua cabeça. É dito que possui o mau-olhado, para quem olhar dará má sorte e pode colocar a vítima paralisada de medo. Ele protege a vida dos anfíbios e adora locais úmidos, todos que ouvem seu grito ficam completamente absorvidos pelo medo.

Moñai

MoñaiOs domínios desse espírito são os campos abertos e ele lembrava uma grande serpente com dois chifres na cabeça, que se assemelhavam a antenas. Ele se alimenta de pássaros e pode hipnotizar as suas presas (homens ou animais) com suas antenas. Como tem facilidade para escalar e deslizar por debaixo da mata é considerado o soberano do ar.
Adora roubar itens, para causar discórdia nas tribos. Então quando algo some e ninguém tomou, é dito que foi Moñai quem levou. Foi morto através do sacrifício de Porâcy, uma índia que seduziu Moñai, mas acabou morrendo queimada dentro da caverna junto desse espírito. Para homenagear Porâcy, os deuses elevaram ela e a transformaram na Aurora.

Kurupi

KurupiTambém conhecido como Curupira-Amarelo, Taiutú-Perê e Micuim-Cambá é um humanoide ou homúnculo que habita as matas densas e florestas e que nas noites onde a Lua está cheia, atormenta a vida de todos moradores, sejam homens ou animais.
Movimenta-se em saltos e possui dentes pontiagudos, é dito que é muito veloz. Seu alimento preferido são filhotes de animais recém-nascidos e também os excrementos de cotia. Sempre é possível saber que esse espírito está por perto pois ele adora dar gritos e gargalhadas malignas.
Ele possuí grande sagacidade e por isso é muito temido pela comunidade dos índios, pois costuma perseguir e violentar os índios perdidos na floresta, sejam homens ou mulheres.

Ao Ao

Ao AoEsse espírito é descrito como uma criatura voraz semelhante a um cordeiro, cabra ou carneiro. Possui dentes muito afiados. Pronuncia o som “ao ao” ao perseguir suas vítimas, o que lhe deu seu nome. Ele possui enorme vitalidade e uma grande prole descende dele. Ele é um comedor de humanos, ou seja canibal. A única árvore segura para se subir e escapar do Ao Ao é a Palmeira.

Luison

Luisón Luison ou também Lobizón têm esse nome devido a sua semelhança com o mito do lobisomem. Ele possui poder sobre a morte e lembra muito um lobo, ou em alguns casos, um macaco de olhos rubros. Em todas as formas vê-se que possuí barbatanas de peixe e um falo gigante, maior que o de uma anta. É o sétimo filho de Taubymana e Keraná e que fora amaldiçoado, então nas noites de lua cheia de sexta-feira ou de terça-feira, ele se transformaria em uma criatura metade cachorro-do-mato e metade homem.

Jaci-Jaterê

Jaci-JatêreSeu nome significa “Pedaço de Lua”, é o único dos filhos de Taubymana e Keraná que não tem uma aparência monstruosa. É um homem pequeno de estatura com cabelos loiros e olhos azuis. Varia entre o belo e o encantador. Dizem que carrega na mão um bastão mágico, habitando na mata e é o protetor da erva-mate.
Ele é considerado o senhor do descanso vespertino, ou sesta. Diz que vaga nas aldeias procurando as crianças que não querem descansar e se mostra a elas que caem em transe e ficam paralisadas. Em outras versões é dito que rouba as crianças e as entrega ao seu irmão Ao Ao, para lhe servir de alimento.
É dito que Jaci-Jatêre possui vários tesouros escondidos e que quem conseguir tirar o bastão mágico das suas mãos poderá barganhar com o mesmo para encontrar tesouros. É um dos mitos que deram origem a figura do Saci-Pererê.

Encantados.
Os Espíritos da Natureza.

São entidades espirituais que se manifestam principalmente na Pajelança Cabocla.
São pessoas comuns que sem passar pelo processo de morte material de seu corpo, vão para um mundo espiritual, não o mundo dos espíritos da crença cristã, Mas um mundo encantado subaquático ou lugares encantados, escondidos nas matas, ou seja, um plano espiritual e ao mesmo tempo natural.
Nesse caso os elementos da natureza terra, flora e água, estão intimamente ligados às representações das moradas desses seres espirituais.
Na Amazônia a crença nos encantados está difundida em grande parte dessa Vasta região, os fenômenos de suas manifestações são conhecidos como encantaria e seus lugares de morada são designados como encantes.
Os encantados, são entidades conhecidos como Caruanas, mas recebem outra denominação feitar por Maués a partir das fontes orais do seu local de pesquisa, são conhecidos também como oiaras, ou seria Yara, uma personagem do folclore brasileiro que segundo a crença vive nos mesmos locais de morada dos encantados do fundo.
Caruanas ou Oiaras, essas entidades se incorporam nos pajés em uma espécie de ritual xamanístico, para curar doenças e fazer benzeções.
Os encantados estão num plano espiritual, e ao mesmo tempo na natureza, portanto seus poderes vêm dela, mais diretamente de cada elemento desse meio natural. Sendo seres que foram humanos ou não eles podem ser considerados espíritos da natureza representando cada elemento do meio ambiente.
E não é sem coincidência que as representações dessa religiosidade estão intimamente ligadas ao meio ambiente, mais especificamente aos elementos como a água, a terra e os vegetais.
Que são encantados de Primeira Linha, são antigos encantados que era cultuado pelos Pajé.
Os encantados de Primeira linha são os índios e negros que se adentrou nas matas e não teve morte, passou por portais e encantou-se.
Passaram a ser parte da Natureza. E alguns se tornaram lendas e mitos ate os dias de hoje.
Alguns exemplos comum é a Vitoria Regia, O Boto, Currupira, Boi Tata, Comadre Florzinha das Matas etc…
Esses encantados alguns tinha outros nomes que eram adotados pelos Pajé conforme a sua etnia e linguística.
E com o nascimento da Jurema Sagrada, passou ser chamado por vários nomes que são:

Jurema de Tupã, Jurema de Caboclo, Jurema de Chão, Jurema do Primeiro Reino, Jurema de Rio Verde e ou Juremal.

A base essa Jurema de Tupã se cultuava o encantado primários e somente um encantado para cada pessoa era consagrado.

Anhangá – O Espírito Protetor das Matas

O povo Tupi chamava de Anhangá todos os espíritos desencarnados que ainda estavam presos no plano material. A maioria atormentando os vivos, pregando peças e assustando-os. É associado a um dos animais míticos dos indígenas, chamado Suassatinga ou Suaçutinga (os outros são, Guaraxaim, Yibioia e a Yawara).
O Anhangá é comumente retratado como um veado branco, de tamanho atroz, com olhos vermelhos da cor de fogo. Porém ele pode assumir diversas formas, dentre elas a forma humana, a forma de tatu, a forma de um boi ou a forma de um pirarucu.
Ele é o protetor da natureza e persegue todos aqueles que caçam de forma indiscriminada, punindo quem caça filhotes ou matrizes que estão nutrindo suas crias.
Os índios diziam que quando ele estava se aproximando era ouvido um som de assobio estridente, fazendo com que a presa fugisse pra mata. Quando pune alguém pode iludir o mesmo para que o caçador tenha visões, chegando a confundir seus entes queridos com caça e ferindo-os ou até mesmo matando-os. Alguns ainda são vítimas de febre alta e até mesmo chegam a loucura.
Porém, o Anhangá sabe que a natureza precisa de equilíbrio, logo quando a caça é para a alimentação de subsistência, então ele pode até mesmo auxiliar quem está caçando, se o caçador lhe fizer uma oferenda de tabaco, na mata.
Existem relatos tanto de José de Anchieta quanto de Manoel da Nóbrega a respeito desse mito indígena. Claro, que os jesuítas ao perceberem o temor que os índios nutriam por essa entidade o associaram imediatamente ao diabo cristão. Porém, se formos analisar, o Anhangá é um agente mantenedor da harmonia e do equilíbrio na natureza.
Na cidade de São Paulo, encontramos uma região chamada Anhanguera, onde passa um rio – hoje subterrâneo e canalizado – de mesmo nome. Esse nome é devido a crença dos nativos ameríndios de que esse local era a morada de um espírito (anhangá) velho (guera). Logo, a região e o rio tem o nome do espírito matreiro que era seu encantado natural.
Câmara Cascudo, narra em um de seus textos sobre o Anhangá:

PODERES DE ANHANGÁ VERSUS ASTÚCIA DOS CAÇADORES”

O Anhangá traz para aquele que o vê, ouve ou pressente certo prenúncio de desgraça, e os lugares frequentados por ele são mal-assombrados.
Quando assobia a caça e a pesca desaparecem por encanto.
Existem caçadores e pescadores astutos que, tão logo reconheçam seu assobio, com ele compactuam para uma boa caça ou pesca oferecendo-lhe tabaco.
Meu compadre me dê uma boa caça, que lhe presenteio com um pouco de tabaco”.
Se a pessoa for atendida, dever cortar uma vara, rachar sua ponta e nela introduzir o tabaco, mortalha para cigarros e fósforo. Feito isso espeta a vara nas proximidades onde a caça foi abatida, dizendo: “compadre está aí o tabaco prometido”.
Contam que todos que se dispuseram voltar para procurar o ofertório, jamais o encontraram.
Mais uma vez o fumo assume um relevante papel no cotidiano das gentes do mato. O tabaco é utilizado também como ofertório para aplacar a ira, a cólera, dos seres punitivos e vingativos, ou agradar os benfeitores; para afastar as influências maléficas e atrair a proteção das deidades do mato.
Segundo relatos, se alguém fizer pouco caso de Anhangá, apanha na hora sem saber de quem, como se fosse atacado por alguém armado com um pedaço de pau.
Caçador desprevenido que aproximar-se de Anhangá em forma de veado e tentar abatê-lo, terá uma desagradável surpresa, pois expelindo fogos pelos olhos, o atacará com incontrolável fúria.
Dizem que se o caçador quiser ter uma caça tranquila, evitando a presença de Anhangá, antes de entrar na mata deve acender foguetes com duas ou três cargas. Se já estiver dentro da mata pode defumar com castanha de caju ou ainda, mais fácil, é fazer uma cruz com madeira da própria mata.
Apesar de os poderes de Anhangá a astúcia de caçadores e pescadores consegue neutralizá-los em parte.
Anhangá” são rimas para cantar o mito amazônico que protege os animais do caráter predatório de pescadores e caçadores.
FONTES:Geografia dos Mitos Brasileiros – Câmara Cascudo; Painel de Mitos e Lendas da Amazônia – Franz Keuter Pereira; e alguns sites, destacando-se Wikipédia. Recanto das Letras.
Eu vejo o Anhangá como a versão brasileira nativa do Deus de Chifres ou Deus Cornudo. Muito encontrada nas mitologias europeias e conhecida através da figura de Cernunnos, Pã e etc. Inclusive há uma representação de Moisés com chifres. O Chifre é um simbolo de poder, logo é comum atribuí-lo a figuras míticas, para dizer quanto poder aquela entidade possuía.
Algumas tradições de “bruxaria” moderna, tentam usar da figura e dos mitos indígenas em seus rituais. Adaptando-os conforme as suas convenções. Eu, particularmente, acredito que é preciso tomar certo cuidado ao invocar egrégoras tão distantes do senso comum, como são as nativas ameríndias. Nem tudo que os Pajés sabiam, foi passado ou preservado. Além disso, muitos pajés simplesmente ensinaram errado de propósito. Porém a figura do Tabaco é clássica, então oferende um pouco de fumo e faça seus rituais de contemplação a essa força, mas saiba o que está fazendo.

Primeiros Encantados a Serem
Cultuados na Jurema Sagrada

E não existia corrente como foi agregado na Jurema de Tupã. O Encantado era cultuado somente em uma pedra no pé de uma cidade.
Hoje na Jurema de Tupã, temos já uma corrente, mesmo porque são raros os encantados primários passar em terra.
E Já que alguns caboclos antigos também já não passa e quando vem e raridade, não conversa, só canta os seus lírios dança e vão embora.
Foi agregado na Jurema de Tupã a corrente de Mestre (a).
O encantado tem o seu rito. Na Jurema de Tupã nas cidades encantadas.
O que são cidades encantadas? – São árvores de madeiras nobres.
Angico, Jatobá, Aroeira, Pau Ferro, Mangueira, Imburana, Manacá, etc
O Encantado e realizado todo o processo de encantamento busca os artefatos natureza e posto em um pequeno, alguida e ao lado uma moringa.
Quando o Juremeiro ele tem o seu encantado para viver na cidade e realizado o ato dele ser plantado na cidade. Se não, o encantado tem a missão de ter a sua própria cidade de encantado e plantado na cidade que ira nascer, permanecendo no assentamento.
O encantado mora no Pé da Cidade (árvore) que é a sua cidade de encantamento. Porém os atos são realizados no Pé da Jurema Preta que é a Senhora Rainha.
A Jurema Preta em sua raiz mora os sagrados a raiz da Jurema do Juremeiro Mestre.

Família de Surrupira.

Rei dos Surrupira é o Caboclo Velho.
Os Surrupira são chamados encantados de Primeira Linha. O que é encantado de Primeira Linha? São aqueles que faz parte já da natureza. E não e regionalista se e encantado das matas, protetores da natureza e em todo o mundo.
Existem Núcleos dentro dessa Família Surrupira.
Para que possamos entendermos mais afundo e que antigamente quando nasceu a Jurema de Caboclo e ou a Jurema Sagrada de Rei Tupã, os Pajé cultuava os seus grandes lideres que foram encantados e os Espíritos da floresta. Que são os Surrupira.
O Surrupira existem Subgrupos como se fosse para melhor entendermos como se fosse umas correntes e ou linhagem, que com o tempo foi se perdendo a sua cultura, por influência de novos encantados. Essa Família foi caída no esquecimento.
Existem esse grupo de Africanos que são feiticeiros o mais conhecido deles todos que atravessou os seculos foi o caboclo e Mestre Cangaruçu.
Existem um grupo que tem como características de amor pelas matas e animais, sendo protetores deles é que com o passar dos seculos virou lenda, mitos das amazonas, que na realidade são índios.
É Fato que existem uma série de ilustrações do tipo boca na barriga e variações de lendas mais são verdadeiro a suas existenciais e culto dentro da Família Surrupiras.
Como sabemos que grandes Rios Corta o seio das matas, não poderia faltar os Surrupiras que é encantado do Reino das Águas Claras.
A grande Mãe D’Água Rainha Aurora, ou Rainha Estrela Dalva ou Cabocla Kayala que e a mãe do Principies das Águas Claras Pajé Rio Verde, Rio Negro, Rio Mar e Princesa Flora.
Outra Mãe D’Água que atravessou os seculos foi a Cabocla Yara.
Exitem outros encantados que são caboclos que também são desse reinados tais como Caboclo Tupinaré que foi encantado nas águas do Mar pois vivia em uma ilha no nordeste no litoral da Bahia.
Caboclo Rio Branco, Caboclo Solimões, Caboclo Boto, Caboclo Olho D’Água etc.
Todos esses são dessa Família.
A Jurema de Caboclo tem como base o culto dos Surrupira, que foi aceito o agregamento de alguns encantados de outros Reinados tais como Caboclo, Caboco, Mestre.
A Jurema de Caboclo os seus assentamentos não é existentes tendo o seu culto fechado somente para quem passa pelos ato na Cidade de Encantamento, passará a entender.
A fim de saber como e realmente a religiosidade da Jurema de Tupã tem que voltar ao passado e viver as dificuldades existentes de 1532 a 1780.
Não havia fartura de comidas e objetos, era com pouca coisa que se consagrava um encantado.
Mesmo porque que antigamente nessa época não existia a figura do Juremeiro Mestre.
O Caboclo Surrupira pegava os seus discípulos, entrava com ele mata a dentro e ele ficava perdido nas matas por 7 dias ou mais, saindo de la já consagrado e atuando como bezedor e curandeiro.
Mesmo porque que a manifestação de um encantado Surrupira se faz somente em matas e com pessoas da sua extrema confiança mesmo que seja seus discípulos afilhados.
Família africana que veio para o Brasil dentro de navios piratas quando a região entre o Ceará e Macapá alguns entrando ate através do rio amazonas.
Quando se atracava esses africanos entrava de mata a dentro e passou a ser parte da natureza se encantado.
Dentro da Família Surrupira tem uma família de Africanos fugitivos de navios Piratas.
Rei e o Mata Zumbana.
Caboclo Surrupira Mata Zombana e outros.

(Rei dos Surrupira)

Africano (Tapá, Mupé, Olupé)

Os primeiros raios de sol desferem seus filamentos de luz sobre mais uma manhã na flora agreste da Mata Zombana, onde habita o povo felupe.
Governado pelo Rei Surrupira do Gangá, fiel devoto de Ossaim, o orixá das ervas medicinais, das florestas e da caça.
Família de caboclos selvagens, como índios.
Feiticeiros e “Quebradores de Demanda”:
Surrupirinha do Gangá,
Surrupirinha Capim Limão do Gangá,
Marzagão,
Trucoeira,
Mata Zombana (Onça Preta)
Tucumã (nome do fruto do tucumanzeiro)
Tananga
Caboclo Surrupira Nagoriganga
Zimbaruê
Caboclo Nagoriganga
Índio Velho Surrupira ou Caboclo Velho
(é um Caboclo Velho dos Canindé – desce bem selvagem e muito agitado.
Caboclo Velho
(Japetequara no Pará, Sapequara no Maranhão e Jatapequara no Amazônas)

O chefe da família Surrupira esta aparentemente ligada a Caboclo Velho, também conhecido como Rei dos Índios.

Tuxaua de uma aldeia de índios na Ilha do Marajó (Barra do Arari), que recebe as pessoas quando passam pelos portais da encantaria, conforme contado na história dos Turcos. Normalmente se apresenta como um caboclo muito velho e cansado, alguns contam que se encanta em um jacaré.

Ritongo do Para → É um índio trabalha na esquerda.

Sou vaqueiro sou guerreiro.
Ritongo do Para.
Rio Madeira é meu lugar.
Ritongo do Para.
Só tem a vida segura.
Ritongo do Para.
Quem comigo se apegar.
Ritongo do Para.

Manicoré → Pertence à pajelança Amazônica, é o mais antigos dos mestres trata de feridas incuráveis.

Eu sou aquele caboclo.
Do rei Manicoré
Trunfei ajixe, trunfei ajixe.
Trunfei ajixe. Eu sou o rei manicoré.

Itapoá ou Itapurã → É indígena flecheiro da pajelança Amazônica.

Peguei minha marca mestra.
E firmei meu taquari
Defumei a mesa santa
E chamei Guaraci.
Rei Elenã, rei Elenã.
Guaraci aqui está.
Trouxe aurora Canindé.
Pra Itapurã trabalhar.

As meninas da saia verde -> são doze moram no fundo do mar em um dos reinos invisíveis, entram em sintonia com as sereias.

Uma menina da saia verde
Ela tem corrente forte ela vem do rio verde
Duas meninas da saia verde
Elas têm correntes fortes elas vêm do rio verde.
Cobrindo o corpo de ulcera
Tabatinga vem da mata
Tabatinga vem curando
Em nome da virgem amada Todos os males vêm tirando.

Canguruçu → é mestre de esquerda é índio do Amazonas.

O mestre canguruçu
É um neguinho do bem
Visita todas as mesas
E não faz mal a ninguém.

Pinorama → É indígena e trabalha na esquerda vem do rio amazonas.

Pina, pina, pina
Pina pinorama
Sou caboclo vivo
Sou do rio Amazonas.

Tabatinga → É um caboclo brabo e perverso, e benfeitor.

Reis – Rainhas
Para que uma pessoa em vida tenha se encantado na Jurema Sagrada é ser elevado nas condições de Rei e ou Rainha, tem que ter feito um grande líder para a sua comunidade.

Reis Maluguinho:

Lideres dos Quilombos

Reis Canindés

Os canindés (ou Kanindé) são um povo indígena que vive nos municípios de Aratuba (Sítio Fernandes) e Canindé (Fazenda Gameleira) no estado do Ceará.
Os Canindés são associados aos Janduís e aos Paiacus, compondo grupos que descenderiam dos Tarairus.
O nome dos canindés está ligado a seu chefe histórico Canindé, mais importante na tribo dos Janduís, que comandou a resistência deste povo no século XVII, o que forçou o rei de Portugal à assinatura de um tratado de paz em 1692, tratado este que foi posteriormente descumprido pelos Portugueses. Seus descendentes ficaram desde então conhecidos como Canindés em referência ao histórico líder e à ancestralidade.
Os Canindés têm por tradição oral serem originários da área que compreende o atual município de Mombaça, tendo percorrido junto aos seus parentes Jenipapos-canindés trajeto pelas margens do rio Curu, passando por Quixadá entre os rios Quixeramobim e Banabuiú, até chegar às suas atuais terras.
A história dos Canindés é marcada desde tempos remotos por uma série de deslocamentos forçados. Entretanto, conseguiram os Canindés manter laços de parentesco entre as duas comunidades que compõem o grupo entre o sertão central e a serra de Baturité.
Os Jenipapo Kanindé desenvolveram um modo de vida próprio e estão em íntima interação com o lugar onde vivem — que é de singela beleza —, entre as dunas, a mata e a sagrada Lagoa da Encantada.
Entre os seus lugares sagrados, estão a Barreira, o Morro do Urubu, o Riacho da Encantada e a própria Lagoa.
O ambiente ecológico em que é formado a Lagoa e toda a mata, possui toda um significado na cosmologia da tribo, para eles neste ambiente a memória dos antepassados sofrem uma evocação.
Praticam também como muitas tribos do Nordeste, o importante ritual Toré. Este, para eles representa parte de sua espiritualidade, com a orientação dos mais antigos entre a tribo, tendo como significado/objetivo de trazer boas plantações, ajudar em necessidades familiares e da comunidade indígena.
O Reis Canindés e responsáveis pelo principal Portal dos Caboclos.

Reis Tupinambá

As principais tribos faziam parte de um grupo indígena muito amplo conhecido como Tupi, nome da língua que eles falavam.
Mas os Tupis não eram uma nação indígena homogênea.
Eles tinham grandes rivalidades internas que acabaram sendo exploradas pelos europeus que tentavam colonizar a região.
Ainda hoje os historiadores não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de separar as principais tribos Tupis e também para delimitar a área exata que cada uma delas ocupava no litoral.
Mas Tupiniquins, Tupinambás, Tamoios, Caetés, Potiguaras e Tabajaras quase sempre aparecem citadas como as principais Tribos Tupis.

Reis Tupinambá foi batizado por nome de José Floriano

É conhecido por José Tupinambá no Tambor de Mina

Reis Tupinambá

Faustina → Antiga catimbozeira casada com João Pinavaruçu.

Vocês aqui o que tem pra me dar?
Eu trago Flores de Jurema.
Do Tronco do Jurema.
Vocês aqui o que tem pra me dar?
Eu trago Palmas para o Reino do Vajucá!
Eu sou a Mestra Faustina
Princesa do Jurema!
Eu sou a Mestra Faustina
Princesa do Vajucá!
Andei por Três Reinos!
Três Reis venho saldar
Reino do Juremal, Vajucá e Uruba.
Vamos Saldar minha gente?
Rei Tupã vamos Saldar
Ele é o Primeiro Rei do Juremal.
Rei, Rei,!
Rei Tupã venho Saldar,
Rei, Rei,!
Rei Tupã venho Saldar.
Eu sou a Mestra Faustina
Sou a Princesa do Jurema

Príncipes e Princesas.

Príncipe Fleximar → entidade encantada que movimenta as águas quentes e suntuosas. Pai de Rio Verde

Princesa Erondina → Turca – Encantada das águas que brotam da terra.

Princesa Mariana → Turca – Encantada das Embarcações

Princesa Jarina → Turca -A primeira a ser consagrada na Jurema das 3 irmas, entrou nas matas e passou a viver como uma cabocla.

Princesa Anabar → espíritos das águas de regatos e pequenos rios. Encantados.

Os Botos → espíritos que se encantaram na hora da morte em Botos, vindo de vez em quando nas sessões de jurema para trazerem simpatias e desenvolve o amor entre as pessoas.

Cobra Grande -> espírito que se encantaram na hora da morte em cobra mora dentro dos rios.

Sapos -> espíritos que se encantaram na hora da morte em sapos são responsáveis pela parte da magia simpática.

Maria Flor ou Florzinha -> é uma encantada nas folhas das matas, desconfiadas só aceitam fumo mel e aguardente, auxilia no uso das folhas, raízes e casca das plantas, essa entidade não acostam nas sessões de jurema.

Currupira -> entidade da família de florzinha tem os pés virados para trás são excelentes na magia de cura demora muito a acosta nas sessões de catimbó.

Yara Mãe dagua → encantadas que viraram, cobra, peixes, uma espécie de sereia das águas doces, resolve problemas de amor.

Boi Tata → encantados em forma de boi provoca o movimento do fogo, este também não acostam nas sessões de catimbó.

Rei Heron → curador grande tratador de feridas. Ciência antiga dizem ser um curandeiro do sertão.

Juremeiro Neto

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